Gabriel de Londrina disputa mundial de computação em nuvem
Aluno do Senai Paraná representa o Brasil na WorldSkills Xangai 2026 e destaca a importância da tecnologia para o futuro profissional
Enquanto muita gente pensa em nuvem como algo distante, Gabriel Henrique Gobato de Oliveira aprendeu a construir a versão digital dela. O jovem de Londrina representa o Brasil na ocupação Computação em Nuvem da WorldSkills Xangai 2026, competição internacional que reúne mais de 1.400 participantes de mais de 70 países.
Formado no curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas do Senai Paraná, Gabriel conquistou a medalha de ouro na etapa nacional da WorldSkills, em 2025. A partir da terça-feira (22), ele encara a fase mundial em Xangai, na China, em uma área que sustenta boa parte dos aplicativos, sites e operações de empresas.
O que faz um competidor de computação em nuvem?
A ocupação exige que os participantes projetem e implementem infraestruturas tecnológicas em ambientes virtuais. Para isso, é preciso combinar conhecimentos de redes, arquitetura de sistemas, bancos de dados e serviços em nuvem.
Na prática, o trabalho envolve criar estruturas capazes de armazenar dados, processar informações e manter sistemas disponíveis de diferentes lugares. É uma tecnologia que costuma ficar invisível para o público, mas está por trás de uma parcela importante da transformação digital da indústria.
Os números ajudam a dimensionar esse mercado. De acordo com a 16ª pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br e do NIC.br, 36% das empresas brasileiras com dez ou mais funcionários já pagavam por capacidade de processamento em nuvem em 2025. No mesmo período, 93% contavam com conexão de fibra óptica.
De Londrina para a competição internacional
Gabriel entrou no curso técnico no início de 2024, interessado em tecnologia, mas sem experiência em computação em nuvem. O convite para participar da WorldSkills surgiu em abril daquele ano. A partir daí, ele começou a aprender a área do zero e a dividir a rotina entre as aulas e o treinamento para a competição.
“Vinha fazendo o treinamento paralelo com o curso: ficava o dia inteiro no Senai, fazendo o curso e o treinamento da WorldSkills. Foi bem puxado, bem difícil”, relembrou.
A experiência também mostra como a formação técnica pode abrir caminhos profissionais antes mesmo da faculdade. Segundo dados da Brasscom, o Paraná tinha 51.610 profissionais empregados em ocupações de Tecnologia da Informação e Comunicação em dezembro de 2025, equivalente a 5,5% do total nacional.
Uma trajetória que já tem precedente
Gabriel dá continuidade a uma sequência de representantes de Londrina na computação em nuvem. Leandro Ribeiro Moreira conquistou a medalha de prata na WorldSkills de 2019, em Kazan, na Rússia, e posteriormente ajudou a treinar Gabriel.
“Londrina está representada mais uma vez no mundial na computação em nuvem através do Gabriel. Para mim é uma satisfação muito grande ter aberto esse caminho para ele”, afirmou Leandro.
Depois dele, Thiago Rocha de Araújo representou o Brasil na edição disputada em Lyon, na França, em 2024. Agora, Gabriel leva a cidade novamente ao palco internacional — e evidencia como a educação profissional pode aproximar jovens de uma das áreas mais estratégicas da economia digital.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



