Dor pélvica: quando procurar um ginecologista?

Cólicas recorrentes, dor na relação e desconforto fora do ciclo podem exigir investigação; veja sinais de atenção e quando buscar ajuda.

Sentir dor no baixo ventre ocasionalmente pode acontecer, mas cólicas recorrentes, desconforto durante ou depois da relação sexual e pressão na região pélvica não devem ser tratados como parte obrigatória da rotina. Quando o sintoma se repete, aumenta de intensidade ou interfere nas atividades do dia a dia, é importante procurar avaliação ginecológica.

A pelve reúne órgãos do sistema reprodutor, intestino, bexiga e outras estruturas. Por isso, a dor pode estar relacionada a diferentes condições, como cólicas menstruais, endometriose, cistos ovarianos, miomas, infecções ginecológicas e infecções sexualmente transmissíveis. A causa não deve ser definida apenas pela descrição do incômodo ou por pesquisas na internet.

Observe mudanças no padrão da dor

Segundo o Ministério da Saúde, a dor pélvica crônica é caracterizada pela persistência do sintoma por mais de seis meses, com interferência nas atividades habituais ou busca por atendimento. Ainda assim, não é necessário esperar esse período para consultar um profissional.

Uma cólica que ficou mais intensa, um sangramento mais volumoso ou uma dor que passou a impedir tarefas habituais merecem investigação. O mesmo vale para o desconforto que aparece fora da menstruação e se torna frequente ou prolongado.

A relação com o ciclo menstrual também pode ajudar na consulta. Registrar quando a dor surge, quanto tempo dura e se acompanha a ovulação ou a menstruação é uma forma de organizar as informações para o ginecologista.

Endometriose é uma possibilidade, mas não a única

A endometriose pode provocar dor pélvica crônica, cólicas menstruais intensas e dor durante as relações sexuais. Algumas mulheres também apresentam sintomas intestinais ou urinários que acompanham o ciclo. Isso, porém, não significa que toda cólica forte seja endometriose: a confirmação depende de avaliação médica.

A dor durante ou depois da relação sexual também deve ser relatada quando acontece repetidamente, mesmo que seja considerada leve. O sintoma pode estar associado a endometriose, infecções, alterações ginecológicas, ressecamento vaginal ou fatores musculares.

Quando procurar atendimento com mais rapidez

Alguns sinais pedem atenção especial: dor acompanhada de febre, sangramento fora do período menstrual, corrimento diferente do habitual, alterações urinárias, náuseas, vômitos ou piora importante do estado geral.

Já a dor súbita e intensa, especialmente com desmaio, tontura importante, sangramento vaginal intenso ou dificuldade para respirar, exige atendimento de urgência.

“Mais importante do que avaliar apenas a intensidade da dor é observar sua frequência, duração, recorrência e os sintomas que aparecem junto com ela. A mesma queixa pode ter causas diferentes dependendo do contexto clínico de cada paciente”, explica o Dr. Marcelo Godoi Cavalheiro, CRM 87147/SP.

Na consulta, podem ser avaliados o início da dor, sua frequência, duração e relação com menstruação, alimentação, evacuação, urina ou atividade sexual. Medicamentos, anticoncepcionais, cirurgias anteriores, possibilidade de gravidez e exames já realizados também são informações relevantes. Conforme cada caso, o profissional pode solicitar exames físicos, laboratoriais ou de imagem.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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