Amelinha Teles morre aos 82 anos; veja seu legado

Referência na defesa das mulheres e dos direitos humanos, Amelinha Teles deixa uma trajetória marcada pela resistência e pela democracia.

Amelinha Teles, uma das principais referências brasileiras na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres, faleceu aos 82 anos. A informação foi divulgada em nota de pesar pela Me Too Brasil, organização da qual ela fazia parte do Conselho Consultivo Estatutário.

Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha, nasceu em Contagem (MG), em 1944. Jornalista, escritora, feminista e ativista, sua trajetória foi marcada pela resistência à ditadura militar, pela defesa da democracia e pelo enfrentamento das diversas formas de violência contra as mulheres.

Uma vida marcada pela resistência

Durante o regime militar, Amelinha participou ativamente da resistência. Em 1972, foi presa e torturada no DOI-CODI de São Paulo. Apesar da violência sofrida, manteve sua atuação pública, denunciando as violações de direitos humanos cometidas naquele período.

Nas décadas seguintes, dedicou-se a preservar a memória dos acontecimentos da ditadura, entendendo que lembrar a história era fundamental para a defesa da democracia e dos direitos fundamentais.

Atuação pelos direitos das mulheres

O ativismo feminista esteve presente em sua vida em diferentes momentos. Amelinha foi uma das fundadoras da União de Mulheres de São Paulo e coordenou o Projeto Promotoras Legais Populares, iniciativa voltada à formação de mulheres para o conhecimento e a defesa de seus direitos.

Esse trabalho ampliou o acesso à informação, fortaleceu a cidadania e contribuiu para o enfrentamento da violência contra as mulheres, aproximando o conhecimento sobre direitos da realidade cotidiana de diversas comunidades.

Na Me Too Brasil, sua experiência reforçava a importância da escuta, do acolhimento, da denúncia e da garantia de direitos. A organização destacou que sua presença no conselho representava décadas de dedicação às mulheres e aos direitos humanos.

Velório na Reitoria da Unifesp

De acordo com a nota da Me Too Brasil, o velório de Amelinha Teles será realizado no dia 16, das 11h às 16h, na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ao lamentar a perda, a organização ressaltou o legado deixado por Amelinha na defesa das mulheres, da democracia e dos direitos humanos. Sua trajetória permanece como símbolo da luta por informação, memória, cidadania e enfrentamento da violência.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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