Vacinas na vida adulta: saiba o que revisar em 2026

Carteira esquecida não significa recomeçar tudo: veja quais vacinas merecem atenção em cada fase da vida, segundo o calendário de 2026.

Se a sua carteira de vacinação está esquecida em uma gaveta — ou se você nem sabe onde ela foi parar — isso não significa que seja preciso começar todo o esquema novamente. A orientação é procurar uma unidade de saúde para revisar os registros e identificar quais doses precisam ser atualizadas.

A vacinação acompanha diferentes fases da vida. Segundo o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza atualmente 31 vacinas para públicos como crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes e grupos específicos. A avaliação, porém, deve considerar idade, histórico vacinal, profissão, gestação, doenças crônicas, viagens e outras condições individuais.

Por que os reforços acabam esquecidos?

Na vida adulta, a falsa sensação de que a proteção recebida na infância é suficiente se soma à rotina corrida, à perda da carteira e à falta de informação. O resultado pode ser o atraso de doses e reforços importantes.

“A vacinação do adulto muitas vezes é negligenciada porque existe a falsa percepção de que, após a infância, a pessoa já está protegida ou não precisa mais receber doses”, explica a infectologista Tassiana Galvão, da Santa Casa de São Roque.

Casos recentes de sarampo reforçam a importância da cobertura vacinal. O Brasil registrou 38 casos em 2025. Em 2026, até a 37ª semana epidemiológica, foram confirmados 33 casos: 32 em São Paulo e um no Rio de Janeiro. O material também informa que um surto no Tocantins, em 2025, teve 25 casos, com 84% deles em uma comunidade de baixa cobertura vacinal.

O que revisar em cada fase da vida

  • Adolescentes e jovens: vale conferir vacinas contra HPV, hepatite B, febre amarela e meningocócicas, além de possíveis doses atrasadas.
  • Adultos de 25 a 59 anos: o calendário de 2026 prevê a atualização, conforme o histórico, de vacinas contra hepatite B, difteria, tétano, febre amarela e tríplice viral.
  • Gestantes: a avaliação deve começar no pré-natal. Entre as vacinas previstas estão hepatite B, influenza, covid-19, dTpa e, a partir da 28ª semana, o imunizante contra o vírus sincicial respiratório.
  • Pessoas com 60 anos ou mais: a recomendação inclui influenza uma vez por ano e covid-19 a cada seis meses, além da atualização de outras vacinas conforme a avaliação profissional.

A vacina dupla adulto (dT) exige reforços periódicos. Para quem completou o esquema básico, o calendário informa uma dose aos 34 anos e, depois, a cada dez anos — intervalo que pode ser antecipado para cinco anos em situações de exposição ao risco. Para a tríplice viral, são indicadas duas doses até os 29 anos e uma dose entre 30 e 59 anos, considerando as recomendações específicas para profissionais de saúde.

Como atualizar a carteira

Leve a carteira física ou digital a uma unidade básica de saúde ou serviço de vacinação. Mesmo sem todos os registros, informe as doses de que se lembra, doenças prévias, medicamentos em uso, gestação, profissão e planos de viagem.

As vacinas indicadas pelo PNI são oferecidas gratuitamente pelo SUS, de acordo com os critérios de cada imunizante. A recomendação é não esperar uma campanha ou uma emergência sanitária para conferir a proteção.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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