Carcinoma basocelular: sinais que merecem atenção

Feridas que não cicatrizam e lesões persistentes podem indicar o câncer de pele mais frequente; veja como prevenir e quando buscar avaliação médica.

Uma ferida que não cicatriza, uma lesão que sangra com facilidade ou uma mancha que muda de aparência não deve ser ignorada. Esses sinais podem estar relacionados ao carcinoma basocelular, o tipo mais frequente de câncer de pele. Apesar de geralmente ter baixa agressividade, a condição exige diagnóstico e tratamento para evitar danos locais.

De acordo com a Dra. Lorena Mesquita, médica e professora da pós-graduação em dermatologia da Afya Educação Médica Ribeirão Preto, o carcinoma basocelular costuma surgir como uma lesão pequena, rósea ou com brilho perolado. Também pode apresentar vasinhos dilatados, aparência de cicatriz com bordas irregulares ou uma pápula acastanhada, conhecida como carcinoma basocelular pigmentado.

Onde o carcinoma basocelular costuma aparecer

A maioria dos casos surge em regiões expostas ao sol com frequência, como rosto, orelhas, pescoço e braços. “A maioria dos casos surge em regiões do corpo expostas ao sol com frequência, como o rosto, orelhas, pescoço e braços”, destaca a especialista.

O autoexame regular pode ajudar a perceber alterações. Vale observar todo o corpo diante do espelho, inclusive áreas que nem sempre recebem atenção, procurando sinais que mudaram de cor, formato ou tamanho, além de feridas persistentes.

Por que o diagnóstico precoce faz diferença

Quando identificado cedo, o carcinoma basocelular tem excelente prognóstico. O tratamento geralmente envolve a remoção completa da lesão, com uma pequena margem de segurança de pele saudável. Em tumores menores, a cirurgia tende a ser menos invasiva, com recuperação mais rápida e cicatrizes mais discretas.

A escolha depende do tamanho, da localização e do estágio da lesão. Além da cirurgia, podem ser considerados crioterapia, eletrocauterização, terapias tópicas específicas e, em situações selecionadas, radioterapia — especialmente em lesões recorrentes ou de difícil acesso.

Como reduzir o risco no dia a dia

A exposição solar excessiva e desprotegida, acumulada ao longo dos anos, é apontada como a principal causa. Por isso, a prevenção passa por hábitos consistentes:

  • Usar protetor solar diariamente, com FPS 50 ou superior, e reaplicar conforme a exposição;
  • Evitar o sol direto entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa;
  • Usar chapéu de aba larga, óculos de sol e roupas com proteção UV, especialmente ao trabalhar ao ar livre.

Pele clara e sensível, olhos claros, queimaduras solares na infância, idade avançada, uso de câmaras de bronzeamento artificial e histórico familiar de câncer de pele também podem aumentar o risco.

“Cuidar da pele é cuidar da saúde como um todo. Não devemos ignorar sinais persistentes. A atenção ao corpo pode salvar vidas”, finaliza Dra. Lorena. Ao notar qualquer alteração, a orientação é buscar avaliação dermatológica.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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