Treino com IA: os riscos de seguir dicas genéricas

Aline Dahlen explica por que fichas de treino e dietas geradas por inteligência artificial não substituem avaliação profissional.

A inteligência artificial (IA) tem se tornado uma ferramenta comum para quem busca orientações rápidas sobre exercícios físicos e alimentação. Em poucos segundos, é possível obter uma ficha de treino, aprender a executar movimentos ou receber sugestões nutricionais. No entanto, essa facilidade pode gerar uma falsa sensação de segurança, especialmente quando as orientações são genéricas e não levam em conta as particularidades de cada pessoa.

Aline Dahlen, ex-BBB e tricampeã no fisiculturismo, alerta para os riscos de seguir treinos e dietas criados por IA sem a avaliação de um profissional qualificado. Com mais de 20 anos de experiência em treinamento, incluindo títulos em Dubai, Europa e Las Vegas na categoria Wellness, Aline destaca que nenhum recurso tecnológico consegue substituir o olhar atento de um especialista que avalia limitações, histórico de lesões, condicionamento físico e execução correta dos movimentos.

Informação não é prescrição

Segundo Aline, a IA é útil para buscar informações e orientar o início de uma rotina, mas não deve ser usada como substituta da prescrição profissional. Uma ficha de treino precisa considerar objetivos, experiência, mobilidade e condições individuais para ser segura e eficaz. O mesmo vale para dietas, que devem ser adaptadas às necessidades nutricionais específicas de cada pessoa.

“O importante é não achar que porque a inteligência artificial respondeu com muita segurança aquilo necessariamente está certo”, ressalta a atleta.

Como treinar com mais segurança sem pagar um personal

Para quem não pode contratar um personal trainer, Aline recomenda buscar orientação com os professores disponíveis na academia ou recorrer a materiais gratuitos produzidos por profissionais de Educação Física, sempre verificando a formação dos responsáveis. Plataformas de treino com preços acessíveis também são alternativas válidas.

“Tem profissional qualificado na academia e muita informação boa disponível. Não tenha vergonha de perguntar para o professor se aquele exercício que você viu em algum lugar faz sentido para o seu corpo”, aconselha.

Exercício viral não é sinônimo de resultado

Aline alerta ainda para o perigo de copiar exercícios que viralizam nas redes sociais apenas por serem populares. Muitas vezes, esses movimentos não são adequados para todos os corpos e podem até causar lesões.

“Influenciadores podem compartilhar experiências pessoais, mas isso não significa que estejam habilitados a prescrever exercícios ou dietas para pessoas com corpos e históricos diferentes”, afirma.

O corpo de uma famosa não deve ser a meta

Outro ponto destacado é o risco de usar a IA para tentar reproduzir o corpo de uma celebridade. A genética, a estrutura corporal, a rotina e o estilo de vida são fatores que influenciam os resultados e não podem ser replicados apenas com exercícios e alimentação. Além disso, imagens nas redes sociais podem ser editadas ou refletir procedimentos estéticos.

“O melhor é sempre correr atrás da sua melhor versão e não querer se parecer com alguém famoso que tem a vida e a rotina completamente diferente”, aconselha Aline, reforçando que o básico bem executado é o caminho mais consistente para resultados duradouros.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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