Como funciona o ciclo da água na Riviera de São Lourenço
Sistema próprio de saneamento em Bertioga capta, trata e monitora água e esgoto antes de devolver o efluente ao rio Itapanhaú.
Quando se fala em saneamento, a imagem mais comum é a de grandes redes urbanas. Na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no Litoral Norte paulista, a proposta funciona de outra maneira: o bairro planejado conta com sistemas próprios para captar, tratar e distribuir água, além de coletar e processar o esgoto produzido por imóveis e estabelecimentos comerciais.
O modelo foi planejado junto com a urbanização do empreendimento e tem como objetivo fechar o ciclo da água. A estrutura também desperta interesse de estudantes, pesquisadores e técnicos, que realizam visitas para conhecer de perto as etapas do sistema.
Da captação ao abastecimento
O ciclo começa na cabeceira do rio Itapanhaú. De acordo com as informações do empreendimento, a água percorre cerca de 4,4 quilômetros por linhas adutoras até chegar à Estação de Tratamento de Água (ETA) exclusiva da Riviera.
A estação tem capacidade atual para tratar 1,2 milhão de litros por hora. Depois do tratamento, a água é distribuída aos imóveis por uma rede com aproximadamente 68,2 quilômetros. A qualidade é acompanhada por um laboratório instalado na própria ETA e por inspeções periódicas em diferentes pontos da rede.
A operação do sistema é feita pela Associação dos Amigos da Riviera de São Lourenço. Os equipamentos foram implantados pela Sobloco Construtora, responsável pelo empreendimento, e entregues à associação para manutenção e operação.
Esgoto tratado antes de voltar ao rio
O esgoto de casas, apartamentos e comércios é levado até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada aproximadamente quatro quilômetros da praia, do outro lado da Rodovia Rio-Santos.
Após o tratamento, o efluente passa por um controle biológico em um aquário com diferentes espécies de peixes. Segundo o material divulgado, a sobrevivência e a reprodução dos animais são usadas como indicação da qualidade do tratamento antes da devolução da água ao rio Itapanhaú.
Monitoramento acompanha alta temporada
Um dos desafios do litoral é a oscilação da população durante o ano. Na alta temporada, o aumento no número de pessoas eleva também a produção de esgoto. Por isso, o sistema foi dimensionado para lidar com essa variação e acompanhar a expansão do bairro.
O Laboratório de Controle Ambiental monitora a água distribuída, os efluentes tratados, os canais de drenagem e a água do mar. São realizadas análises físico-químicas e bacteriológicas: a água potável é analisada diariamente, enquanto outros pontos passam por avaliações semanais, seguindo parâmetros estabelecidos pela Cetesb.
A Riviera informa ainda que obteve a certificação ISO 14001 em 2000 e passa por auditorias anuais relacionadas aos processos ambientais. Na prática, o conceito apresentado é simples de explicar: captar, tratar, utilizar, coletar, tratar novamente e devolver a água ao ambiente com controle de qualidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



