Influenciador famoso nem sempre gera mais vendas

Especialistas explicam por que engajamento, autoridade e confiança podem ser mais importantes do que milhões de seguidores em uma campanha.

Milhões de seguidores impressionam, mas não garantem que uma campanha vá gerar vendas, confiança ou lembrança de marca. Para escolher um influenciador, empresas precisam olhar além do alcance e entender se aquela audiência realmente escuta, interage e se identifica com o criador.

A mudança acompanha o amadurecimento do marketing de influência. Um perfil muito grande pode ser eficiente para apresentar uma marca a um público amplo, mas isso não significa que seus seguidores estejam dispostos a considerar ou comprar o produto divulgado.

Alcance não é o mesmo que influência

Segundo Thiago Muniz, professor da FGV, especialista em tecnologias emergentes e comportamento do consumidor, o tamanho da audiência não garante uma ação por parte do público. “Os dados mostram que o tamanho do público não garante conversão ou ação por parte do consumidor. O mercado amadureceu e percebeu que grandes números costumam trazer um alcance pulverizado”, afirma.

Pedro Marcilio, publicitário e especialista em marketing e comunicação, chama atenção para outra diferença: visibilidade não é necessariamente memória de marca. “Talvez estejamos confundindo atenção com a memória. Fazer alguém parar o dedo na tela por três segundos é uma vitória. Fazer alguém lembrar da sua marca três anos depois é outra história”, observa.

Na prática, uma publicação pode alcançar muitas pessoas e ainda assim não deixar claro qual marca estava sendo anunciada. Por isso, a repercussão imediata não deve ser o único critério de avaliação.

Comentários podem revelar mais que curtidas

Para Isabela Soller, empresária e especialista em marketing digital, comunidades menores tendem a manter uma relação mais próxima com o criador. “Seguidor e influência não andam necessariamente juntos, porque quanto maior a base, mais dispersa fica a audiência, e o engajamento proporcional tende a cair”, explica.

Esse vínculo aparece no comportamento dos seguidores. Perguntas como “onde compra?”, “qual o nome?” e “serve para pele oleosa?” podem indicar interesse real, enquanto uma sequência de curtidas e emojis mostra apenas que o conteúdo chamou atenção.

Também vale observar:

  • retenção dos vídeos;
  • salvamentos e compartilhamentos;
  • alcance entre não seguidores;
  • perfil demográfico da audiência;
  • histórico e recorrência das parcerias.

A campanha precisa ter um objetivo claro

Um influenciador com milhões de seguidores pode fazer sentido quando a meta é reconhecimento e alcance. Se a expectativa é vender, porém, outros indicadores precisam entrar na conta. Links rastreados e cupons podem ajudar a identificar o resultado efetivo da ação.

A autoridade sobre o tema também pesa. “Autoridade se constrói por acúmulo”, afirma Jussara Sanches, jornalista e especialista em marketing pessoal e marcas pessoais. Para ela, o público percebe quando um criador tem experiência real em determinado assunto ou apenas está “alugando audiência”.

O consumidor já entende que criadores fazem publicidade. O que pode comprometer a campanha é a falta de conexão entre a recomendação e a vida daquela pessoa. Como resume Jussara: “O consumidor de hoje já entende de publicidade, então ele não se incomoda com publi, ele se incomoda com publi em que ele não acredita”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 11 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar