Brindes de festivais ganham espaço nas redes sociais e na rotina do público
Mini câmeras, bolsas e acessórios mostram a evolução dos brindes de evento para itens de estilo e engajamento digital
O tradicional brinde de festival evoluiu de simples lembranças para itens que buscam conquistar espaço na rotina e nas redes sociais dos consumidores. Enquanto antes chaveiros, canetas e objetos plásticos eram distribuídos em grande volume, hoje as marcas investem em produtos que combinam utilidade, apelo estético e identificação com o estilo de vida do público.
Essa transformação é visível em eventos como o Rock in Rio 2026, que reúne mais de 90 marcas parceiras, 400 produtos licenciados e projeta distribuir cerca de 1 milhão de brindes. Entre os itens que ganham destaque estão mini câmeras digitais com estética retrô, ring lights portáteis, shoulder bags, bucket hats, viseiras estilizadas e tirantes para óculos.
De lembrança a acessório de estilo
Mais do que simplesmente levar a marca estampada, os brindes atuais buscam ser úteis e visualmente atraentes para que o consumidor os utilize e mantenha, prolongando a conexão com a marca além do evento. Essa mudança também reflete uma maior preocupação com sustentabilidade e o excesso de produtos promocionais descartáveis.
Estudos internacionais da Promotional Products Association (ASI) indicam que 89% dos consumidores se lembram do nome da marca que lhes presenteou com um item útil, e 82% desenvolvem uma impressão mais favorável da marca após receber um produto promocional.
O papel das redes sociais
Alexandre Reis, executivo com três décadas no marketing promocional e cofundador da Elo Brindes, destaca que o mercado passou de uma lógica focada no menor preço unitário para a busca por brindes com utilidade e apelo estético. Segundo ele, “hoje, se a marca entrega algo sem utilidade ou apelo estético, o produto é facilmente descartado e a marca sofre um efeito de reputação negativo”.
Eduardo de Barros, especialista em redes sociais e CEO da IDK Brasil, reforça que brindes visualmente interessantes prolongam a experiência do evento, pois os consumidores fotografam e compartilham os itens em plataformas como Instagram e TikTok, ampliando a exposição da marca para além do espaço físico da ativação.
Menos volume, mais significado
Segundo Alexandre Reis, o mercado de brindes passou por três fases históricas: nas décadas de 1990 e 2000, o foco era em volume massivo e itens simples; na década de 2010, houve transição para utilitários tecnológicos como pen drives e power banks; e a partir de 2020, o foco está em estilo de vida, vestuário urbano, sustentabilidade e conexão com redes sociais.
Para os próximos anos, a tendência é a busca por “menos volume e muito mais significado”, com ênfase em economia circular e hiperpersonalização. Isso deve resultar em menos objetos descartados e mais produtos que façam sentido no dia a dia dos consumidores, criando memórias afetivas que fortalecem a relação com as marcas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



