20 pacientes do SUS terão cirurgias cardíacas inovadoras no Paraná
Missão internacional reúne especialistas no Hospital Angelina Caron para oferecer tecnologias cardíacas ainda não usadas rotineiramente no SUS
Vinte pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com doenças cardíacas complexas estão sendo beneficiados por uma missão internacional inédita no Paraná. A iniciativa reúne uma comissão médica da Liga Muçulmana Mundial, a equipe de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva e CardioRobótica do Hospital Angelina Caron (HAC) e conta com o apoio do HMRI – Health and Medical Robotic Research Institute.
Os procedimentos, que combinam técnicas avançadas de cirurgia minimamente invasiva com dispositivos e próteses de nova geração, estão sendo realizados até 17 de setembro em Curitiba. Essas tecnologias ainda não são de uso rotineiro no sistema público brasileiro.
Funcionamento da missão médica
Os pacientes selecionados já estavam em acompanhamento no Hospital Angelina Caron e foram priorizados dentro da rotina do SUS para receber essas tecnologias inovadoras. As cirurgias são realizadas em conjunto pelas equipes brasileira e internacional, unindo a experiência local com a expertise dos especialistas da Liga Muçulmana Mundial.
Além do atendimento direto, o projeto promove um intercâmbio de conhecimento entre os profissionais. A equipe local tem contato com novas técnicas e dispositivos, enquanto a Liga Muçulmana Mundial identifica no HAC um parceiro estratégico para futuras ações humanitárias.
A coordenação da integração entre as equipes está a cargo dos médicos Milton Santoro e Rodrigo Ribeiro. Segundo Santoro, a iniciativa traz um triplo benefício: “O paciente do SUS tem acesso a uma tecnologia que ele demoraria anos para conseguir, nossa equipe tem a oportunidade de operar lado a lado com experts internacionais e a Liga encontra no HAC um parceiro estratégico para expandir ações humanitárias. É a medicina sem fronteiras na sua essência.”
Perspectivas de expansão
O projeto-piloto visa também avaliar um modelo de cooperação que possa ser ampliado para outras regiões do Brasil e países da América Latina. Rodrigo Ribeiro destaca o legado para o sistema público: “Não estamos apenas trazendo médicos de fora para operar; estamos realizando um intercâmbio real de técnicas e tecnologias. O que aprendemos aqui ficará incorporado à nossa rotina, elevando o patamar de cuidado que podemos oferecer a todos os pacientes do SUS daqui para frente.”
Além disso, há a possibilidade de credenciar o Hospital Angelina Caron, a UniCaron e o HMRI como centros de formação e multiplicação desses programas financiados pela Liga Muçulmana Mundial.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



