Saúde mental no trabalho: por que a NR-1 importa

Afastamentos por transtornos mentais batem recorde e nova regra amplia responsabilidade das empresas

A saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser apenas uma pauta de bem-estar para se tornar uma questão de gestão de risco e conformidade legal. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, no primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 232.382 afastamentos por transtornos mentais e comportamentais.

Em 2025, o país alcançou um recorde histórico com 546.254 afastamentos por esses transtornos, um aumento de 15,7% em relação a 2024, marcando o quinto ano consecutivo de alta. As mulheres representam 63,5% dos casos, e os diagnósticos mais comuns que levam ao afastamento são ansiedade e episódios depressivos.

Atualização da NR-1 e suas implicações

Desde 26 de maio de 2026, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) foi atualizada para exigir que todas as empresas com empregados contratados pelo regime CLT identifiquem e gerenciem fatores de risco psicossocial dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Essa exigência coloca os riscos psicossociais no mesmo nível de importância que os riscos físicos, químicos e ergonômicos.

Na prática, isso significa que as empresas devem incorporar a saúde mental em suas políticas de prevenção, sob pena de enfrentar consequências jurídicas e trabalhistas, além dos impactos reputacionais.

Meditação como ferramenta complementar

Diante desse cenário, cresce o interesse por práticas contemplativas, como a meditação, dentro dos programas corporativos de bem-estar. Pesquisas científicas indicam que a meditação regular pode reduzir marcadores de estresse, como o cortisol, melhorar a qualidade do sono e favorecer a regulação emocional.

É importante destacar que a meditação não substitui o diagnóstico, tratamento ou acompanhamento profissional em saúde mental, mas pode ser um componente relevante em uma estratégia ampla de prevenção e cuidado, que inclua escuta ativa e condições adequadas de trabalho.

Setembro Amarelo e o cuidado contínuo

Desde 2014, a campanha Setembro Amarelo, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), busca conscientizar a sociedade sobre a prevenção do suicídio e a importância do cuidado com a saúde mental.

Para as empresas, a campanha reforça a necessidade de transformar a conscientização em políticas permanentes, com acompanhamento dos riscos, acolhimento e ferramentas concretas para o cuidado dos colaboradores.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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