IA muda a liderança, mas mantém o papel humano, dizem especialistas
Debate em Curitiba destaca cultura, governança e capacitação na adoção da inteligência artificial
A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma questão estratégica e urgente para empresas e líderes. Esse foi o principal tema da 4ª CEO Conference AHK Paraná, realizada em setembro, em Curitiba, sob o tema “O Match: IA e Humanização”.
O evento reuniu especialistas que discutiram como incorporar a IA sem perder o foco nas pessoas, na cultura organizacional e na capacidade humana de decisão. A reflexão central foi que a tecnologia deve estar subordinada à estratégia definida por líderes e equipes, e não o contrário.
Estratégia e liderança no centro da transformação
Afonso Lamounier, vice-presidente para Assuntos Corporativos da SAP América Latina, destacou que a adoção acelerada da IA pode gerar um gap competitivo entre empresas. Ele ressaltou que competências humanas como pensamento crítico, criatividade, empatia e julgamento ético permanecem insubstituíveis.
Segundo Lamounier, “a IA é linguagem estratégica. Não é a solução para tudo. Mas empresas, pessoas e líderes é que vão decidir. Não é a IA que vai decidir.” Ele enfatizou que CEOs e conselheiros precisam entender a tecnologia para orientar sua implementação, estabelecer políticas de governança e preparar as equipes para mudanças contínuas.
Cultura organizacional como diferencial competitivo
Marcelo Pinto, General Manager da WEG Digital Solutions e CEO da WEG PPI-Multitask, compartilhou a experiência da WEG na digitalização e adoção da IA. Para ele, tecnologia por si só não garante resultados; é a cultura organizacional que transforma inovação em produtividade.
Na WEG, a implementação da IA está baseada em uma trajetória de melhoria contínua, gestão participativa e conhecimento acumulado dos profissionais, o que permite desenvolver soluções alinhadas aos processos reais das fábricas.
“Não vai haver sucesso com inteligência artificial sem você dar o protagonismo para o ser humano”, afirmou Pinto, ressaltando a importância da colaboração entre especialistas em tecnologia e profissionais que conhecem profundamente os processos industriais.
Contexto global e desafios econômicos
Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de Macroeconomia da Tendências Consultoria, ampliou o debate para o cenário geopolítico, destacando a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China, o aumento da demanda global por capital e a maior imprevisibilidade internacional.
Ela apontou que compreender esse contexto é fundamental para que as empresas identifiquem riscos e oportunidades, especialmente em áreas como diversificação de mercados, infraestrutura, transição energética e recursos estratégicos.
O caminho para a transformação digital
A conferência reforçou que a transformação digital não será conduzida por indivíduos isolados, mas por uma combinação de bons líderes, equipes capacitadas e conselhos que integrem inovação, responsabilidade e visão humana.
O desafio para as organizações é transformar essas reflexões em estratégias concretas, equilibrando o uso da inteligência artificial com a preservação dos valores humanos e culturais que sustentam a competitividade e a inovação.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



