HIV e ISTs: avanços na prevenção e tratamento no Congresso da SBD
Especialistas discutem PrEP, PEP, vacinação contra HPV e manejo das ISTs em Fortaleza
O 79º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizado de 10 a 12 de setembro em Fortaleza (CE), reuniu mais de três mil especialistas para discutir avanços nas estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Com mais de 100 aulas distribuídas em cinco auditórios, o evento abordou temas como HIV, sífilis, HPV e herpes genital, destacando a importância da atualização profissional para o manejo eficaz dessas condições.
PrEP e PEP: estratégias complementares contra o HIV
Entre os assuntos em pauta, a profilaxia pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) foram detalhadas como ferramentas essenciais para reduzir o risco de infecção pelo HIV. A PrEP é indicada para pessoas com maior risco de exposição e consiste no uso preventivo de medicamentos antes de uma possível infecção.
Já a PEP deve ser iniciada o mais rápido possível após uma situação de risco, como uma relação sexual desprotegida, acidente ocupacional ou violência sexual. “A profilaxia pré-exposição é utilizada antes de a pessoa se expor ao HIV, enquanto a profilaxia pós-exposição é indicada depois de uma situação de risco”, explica o coordenador do Departamento de ISTs e Aids da SBD, Dr. Andre Costa Beber.
Além disso, o uso de antibióticos em casos específicos para reduzir o risco de ISTs como a sífilis também foi destacado, ressaltando a necessidade de avaliação médica para indicação adequada.
Abordagem sindrômica para diagnóstico e tratamento
O congresso também enfatizou a abordagem sindrômica, que orienta o atendimento inicial com base nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, especialmente quando os testes diagnósticos podem não detectar a infecção imediatamente após a exposição.
“Quando existe uma lesão genital suspeita, nem sempre o exame estará positivo naquele primeiro momento. Por isso, o médico precisa avaliar os sinais e sintomas apresentados pelo paciente e, a partir deles, seguir um protocolo de tratamento”, afirma Dr. Andre Costa Beber.
Essa abordagem considera manifestações como feridas, corrimentos e bolhas, que podem indicar diferentes infecções, e é aplicada em diversas regiões do mundo.
Vacinação contra HPV e tratamento do herpes genital
Outra pauta importante foi a atualização sobre as vacinas contra o papilomavírus humano (HPV), reconhecidas como uma das principais ferramentas para prevenção das infecções causadas pelo vírus. Também foram discutidas as opções terapêuticas atuais para o herpes genital.
Para o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, “a combinação entre prevenção, reconhecimento precoce dos sinais clínicos, diagnóstico adequado e tratamento oportuno é fundamental para reduzir a transmissão e as complicações associadas às ISTs”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



