Usina solar de 2,5 MW no Ceará terá sistema para evitar excedentes na rede
Projeto da TTS Energia e GreenYellow na mineradora MISA em Limoeiro do Norte deve operar em 2027
Uma usina solar fotovoltaica com capacidade de 2,5 megawatts será construída na unidade da MISA Minerais, localizada em Limoeiro do Norte, no Ceará. O projeto foi contratado pela GreenYellow e será executado pela TTS Energia, que ficará responsável pela engenharia, fornecimento de equipamentos, construção, montagem eletromecânica e comissionamento da planta.
Orçado em aproximadamente R$ 8 milhões, o empreendimento contará com cerca de 3,5 mil módulos fotovoltaicos distribuídos em uma área de aproximadamente 29 mil metros quadrados. A previsão é que a usina entre em operação no primeiro trimestre de 2027 e contribua para evitar a emissão de cerca de 156 toneladas de CO₂ por ano.
Operação no modelo Grid Zero
O projeto adotará o modelo Grid Zero, que consiste em um sistema de controle que monitora continuamente o fluxo de energia no ponto de conexão da unidade. Um medidor acompanha em tempo real se a instalação está consumindo energia da rede ou se a geração fotovoltaica está próxima de superar a demanda.
Essas informações são enviadas a um controlador que ajusta dinamicamente a potência dos inversores para manter a geração alinhada ao consumo, evitando a injeção de excedentes na rede elétrica. Na prática, quando a geração solar se aproxima de ultrapassar o consumo instantâneo, o sistema reduz automaticamente a potência dos inversores para manter o equilíbrio.
Esse modelo maximiza o benefício econômico para o cliente, evitando custos associados à injeção de energia excedente na rede. O projeto foi estruturado no modelo Energy as a Service (EaaS), no qual a GreenYellow realiza o investimento e viabiliza a implantação da infraestrutura energética sem necessidade de aporte inicial por parte da mineradora.
Infraestrutura e engenharia integradas
A usina contará com dois pontos de conexão em média tensão e dois transformadores, exigindo a construção de uma infraestrutura dedicada para integrar a geração solar ao sistema elétrico da unidade. Será instalada uma rede aérea de circuito duplo com mais de um quilômetro de extensão, conectando a geração aos pontos de conexão da operação.
Segundo Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, o projeto reúne escala, complexidade de engenharia e tecnologia de controle, exigindo uma integração entre geração, conexão elétrica e controle de potência em tempo real para garantir a operação em Grid Zero.
O executivo também destacou as oportunidades crescentes na integração entre geração solar, Grid Zero e sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), que podem ampliar a capacidade das empresas de gerenciar a energia produzida localmente, deslocar o consumo e utilizar a energia armazenada conforme as necessidades da operação.
O projeto representa uma evolução nas aplicações da geração solar no mercado industrial, combinando geração, controle e potencial para armazenamento, alinhado com a busca por maior eficiência, previsibilidade e flexibilidade energética.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



