Segurança é desafio estratégico para parques aquáticos em expansão
Com 143 milhões de visitas em 2025, o setor investe em equipes, manutenção e tecnologia para garantir a segurança
O desafio da segurança em parques aquáticos
O aumento do turismo no Brasil tem impulsionado o crescimento dos parques aquáticos, que em 2025 receberam 143 milhões de visitantes, um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior, e movimentaram R$ 9,5 bilhões, conforme o Panorama Setorial de Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil, elaborado pela Noctua Advisory para o SINDEPAT e a ADIBRA.
Esse crescimento traz à tona um desafio estratégico: garantir a segurança de um público cada vez maior. A operação envolve muito mais do que as atrações visíveis, como toboáguas e piscinas de ondas. Por trás das cenas, há uma complexa estrutura de equipes treinadas, manutenção rigorosa, monitoramento da qualidade da água, atendimento médico e protocolos de segurança.
Foz do Iguaçu e o exemplo do Blue Park
Foz do Iguaçu, um dos principais destinos turísticos do país, registrou 5,85 milhões de visitas em 2025, um crescimento de 48% em relação a 2024. No segmento de parques aquáticos, o Blue Park recebeu mais de 118 mil visitantes, alta de 44% sobre o ano anterior.
Para atender a essa demanda, o Blue Park conta com uma equipe de 220 colaboradores efetivos e cerca de 120 profissionais indiretos nos períodos de maior movimento. A segurança aquática é garantida por guarda-vidas certificados pela Jeff Ellis & Associates, vinculados ao Programa Integral de Gestão de Risco Aquático (PIGRA), certificação mantida desde 2018. O processo inclui três auditorias anuais e treinamentos especializados com os Bombeiros Militares.
Segundo Elvio Andrade, diretor-geral do Blue Park, “Segurança não é um trabalho que acontece apenas quando o parque abre. Existe uma preparação anterior, treinamento das equipes, acompanhamento dos procedimentos e auditorias ao longo do ano. É um processo contínuo”.
Investimentos invisíveis para a segurança
A segurança vai além dos guarda-vidas. Antes da abertura, são realizadas inspeções e manutenção preventiva em equipamentos, bombas e sistemas hidráulicos. O controle da qualidade da água é constante, e o parque mantém ambulatório com equipe de enfermagem para primeiros atendimentos, com encaminhamento à rede hospitalar quando necessário.
Além disso, o Blue Park utiliza câmeras, sistemas de monitoramento e mecanismos de controle de acesso para acompanhar as áreas e identificar situações que demandem intervenção. O regulamento do parque prevê limite de capacidade e bloqueio de novos acessos quando a lotação máxima é atingida, além da supervisão obrigatória de crianças por adultos.
Essa combinação de estrutura, tecnologia, treinamento e comportamento dos visitantes é fundamental para garantir a segurança e a qualidade da experiência.
O impacto do crescimento no setor
O setor de parques e atrações no Brasil também projeta R$ 11,5 bilhões em investimentos programados, sendo R$ 7,1 bilhões em novos projetos e R$ 4,4 bilhões em reinvestimentos. Entre os novos empreendimentos, 28,6% são parques aquáticos.
Com o aumento do público, a complexidade operacional cresce, exigindo profissionalização e investimentos contínuos para manter a segurança. Uma atração parada para manutenção ou equipes insuficientes podem comprometer o funcionamento e aumentar riscos. Acidentes graves podem gerar consequências humanas, jurídicas, financeiras e reputacionais.
Para os visitantes, o ideal é que a segurança seja quase invisível, permitindo aproveitar as atrações com tranquilidade. Para os parques, isso significa um investimento permanente e uma gestão rigorosa que começa muito antes do primeiro visitante entrar na água.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



