Trombose: simpósio debate prevenção e novos tratamentos

Evento da SBTH reúne especialistas em São Paulo para discutir diagnóstico, prevenção e tratamento de tromboses e doenças hemorrágicas.

A trombose está no centro de um simpósio internacional que começa nesta quinta-feira, 10 de setembro, em São Paulo. Promovido pela Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), o encontro reunirá profissionais de saúde para discutir formas mais precisas de diagnosticar, prevenir e tratar doenças trombóticas e hemorrágicas.

O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui quadros como a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar, afeta cerca de 10 milhões de pessoas por ano no mundo, segundo a International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH). Até 60% dos episódios ocorrem durante ou depois de uma hospitalização.

Prevenção passa a ter novas exigências no Brasil

A prevenção hospitalar ganhou um marco adicional no país em 2026, com a sanção da Lei nº 15.448. A norma determina que hospitais e outras unidades de saúde com internação implantem estrutura e rotinas para avaliar sistematicamente o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

É nesse contexto que acontece o 5º Simpósio Internacional da SBTH, de 10 a 12 de setembro, no Hotel InterContinental, em São Paulo. A programação reúne médicos, pesquisadores, cientistas e outros profissionais em discussões que aproximam a pesquisa da prática assistencial.

“Esta edição acontece em um momento especialmente importante para a prevenção da trombose”, afirma a Profa. Dra. Joyce M. Annichino, presidente da SBTH. Segundo ela, o objetivo é discutir como incorporar novas evidências à rotina clínica e laboratorial, com segurança, precisão diagnóstica e melhores resultados para os pacientes.

Doenças hemorrágicas também estão na pauta

O simpósio também abordará as coagulopatias hereditárias e outros transtornos hemorrágicos. Dados oficiais publicados pelo Ministério da Saúde em julho de 2026 apontam que o Brasil registrou, em 2025, 35.852 pessoas com esses diagnósticos no sistema Hemovida Web-Coagulopatias.

Desse total, havia 12.151 pessoas com hemofilia A, 2.425 com hemofilia B, 12.863 com doença de von Willebrand, 4.304 com coagulopatias raras e 4.109 com outros diagnósticos. Entre os pacientes com hemofilia A, 5.577 foram classificados com doença grave; na hemofilia B, foram 858.

Programação combina cuidado clínico e qualidade dos exames

O primeiro dia será dedicado ao pré-simpósio. Entre as atividades está o módulo de Atualizações em Patient Blood Management, voltado ao manejo de coagulopatias em pacientes críticos, ao controle de sangramentos e aos distúrbios da coagulação.

Também será realizada a 3ª edição do Programa de Avaliação Externa da Qualidade em Hemostasia, desenvolvido pelo Hemocentro da Unicamp. A iniciativa busca avaliar a precisão e a confiabilidade dos exames de coagulação, além de promover a padronização dos processos laboratoriais.

Nos dias seguintes, a programação científica tratará de temas como trombose associada ao câncer, desafios da anticoagulação, novas possibilidades terapêuticas para doenças hemorrágicas e o cuidado de pessoas com hemofilia que vivem por mais tempo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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