SP-Arte Rotas 2026 amplia acesso ao mercado de arte

Quinta edição reuniu 78 expositores em São Paulo e registrou vendas em 95% das galerias participantes, além de novos colecionadores.

A 5ª edição da SP-Arte Rotas, realizada entre 26 e 30 de agosto na ARCA, em São Paulo, consolidou-se como um importante espaço para o mercado de arte contemporânea, reunindo 78 expositores e registrando vendas em 95% das galerias participantes. O evento destacou-se não apenas pela comercialização de obras, mas também pela aproximação de novos públicos, incluindo colecionadores iniciantes, curadores e instituições culturais.

Os resultados comerciais abrangeram diversas faixas de preço e, em muitos casos, as negociações continuaram após o encerramento da feira. Na Lima Galeria, por exemplo, o artista Gabriel Arcanjo vendeu as seis obras expostas, além de uma obra adicional, enquanto Lysmark Lial comercializou quatro dos sete trabalhos apresentados, com uma quinta obra em negociação. Marco Antonio Lima, da galeria, ressaltou a importância de apresentar projetos que dialoguem tanto com colecionadores experientes quanto com aqueles que estão começando a construir suas coleções.

A Paulo Darzé apostou em pequenos formatos que combinaram artistas jovens e nomes consagrados, como Nádia Taquary e Antonio Dias. Segundo Thais Darzé, o maior interesse concentrou-se nas produções recentes, e a galeria fechou 54 negócios ao final da feira. A Claraboia também obteve sucesso, vendendo mais de 40 obras em sua primeira exposição do novo núcleo de artistas representados, com Rafael Kamada e Hugo Sá esgotando suas obras apresentadas. A Almeida & Dale superou as expectativas e manteve negociações no pós-feira.

Presença internacional e projetos culturais

A edição ampliou o diálogo com a América Latina, contando com galerias da Argentina, Uruguai, Colômbia e uma parceria entre uma galeria italiana e brasileira. O setor Mirante, com curadoria do diretor artístico Bernardo Mosqueira, reforçou essa aproximação internacional.

Entre os projetos convidados, a Casa do Povo vendeu um conjunto de 38 pinturas produzidas por artistas maxakali para o Instituto Paz, além de duas obras para o REC Cultural, centro cultural previsto para abrir no Recife Antigo, Pernambuco. A iniciativa mantém negociações para novas aquisições junto à Aldeia-Escola-Floresta. Benjamin Seroussi, diretor da Casa do Povo, destacou que o objetivo vai além da venda, buscando tornar a cultura maxakali conhecida no mundo não indígena e obter recursos para o território.

Conversas sobre arte para além das galerias

O Palco SP-Arte promoveu, entre 27 e 29 de agosto, encontros abertos ao público com artistas, curadores, colecionadores e outros profissionais do setor. A programação abordou temas como produção artística, mercado, circulação e questões culturais contemporâneas, ampliando a experiência dos visitantes da feira.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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