Shibari: técnica japonesa de amarração ganha destaque após MasterChef
Comentário no MasterChef reacende interesse pela prática que envolve intimidade, arte e segurança
Durante o episódio mais recente do MasterChef Brasil, uma participante comparou a técnica de amarrar um frango ao shibari, prática japonesa que utiliza cordas para amarrações e é popular no universo BDSM. Essa menção gerou grande repercussão nas redes sociais e despertou a curiosidade de quem desconhecia o termo.
O shibari vai além do fetiche e envolve uma combinação de estética, técnica, intimidade e confiança entre as pessoas envolvidas. Originado no Japão, o shibari tem raízes no hojojutsu, uma técnica usada por samurais entre os séculos XV e XVI para imobilizar prisioneiros. Com o tempo, essa prática evoluiu para uma forma artística e performática.
Prática e terminologia
No contexto do BDSM, quem realiza as amarrações é chamado de rigger, enquanto quem é amarrado pode ser referido como modelo, dupla ou sub. Segundo Amauri Filho, artista e praticante de shibari desde 2017, a atividade é sobretudo uma prática de intimidade que exige entrega, cuidado e conexão, mesmo quando realizada por diversão em festas de fetiche.
Mais que uma prática sexual
Embora o shibari possa estar presente em experiências sexuais, ele também é utilizado como expressão artística e ferramenta de autoconhecimento. Muitas pessoas buscam as amarrações para explorar sensações, emoções e estados de concentração que não têm relação direta com o sexo.
Essa distinção é importante, pois o BDSM e a sexualidade nem sempre são sinônimos. Cada experiência depende dos acordos, limites e consentimento claros entre os envolvidos.
Cuidados essenciais
O shibari envolve pressão sobre a pele, músculos, vasos sanguíneos e nervos, o que pode causar lesões se as amarrações forem feitas de forma inadequada. Por isso, é fundamental buscar conteúdo educativo, cursos e orientação de profissionais experientes antes de tentar técnicas avançadas.
- Estudar e aprender com fontes confiáveis.
- Participar de cursos ou eventos com praticantes experientes.
- Dialogar previamente sobre limites e sinais de desconforto.
- Evitar improvisações e amarrações sem conhecimento técnico.
Para quem se interessou após a menção no MasterChef, a recomendação é conhecer a comunidade em eventos voltados ao universo fetichista, onde o respeito, a inclusão e o consentimento são valores centrais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



