Kawasaki Ninja resgatada do Caribe passa por restauração para voltar às estradas

Após cruzar 94 países e percorrer 200 mil km, moto de Toni Moles foi recuperada após naufrágio no Caribe

Uma Kawasaki Ninja ZX-6R 636, ano 2004, que já cruzou 94 países e percorreu aproximadamente 200 mil quilômetros, enfrentou um desafio inesperado em sua jornada. Em janeiro de 2025, durante uma travessia marítima entre a Colômbia e o Panamá, a embarcação que transportava a moto naufragou no Mar do Caribe, deixando a motocicleta submersa a cerca de 36 metros de profundidade por dois dias.

Conhecida como Débora, a moto pertence ao espanhol Toni Moles Salvador, de 30 anos, que desde a infância nutre uma paixão por motocicletas. Toni adquiriu a Kawasaki aos 19 anos, realizando um sonho de infância, e a nomeou Débora, inspirado na identidade “DeboraKilómetros” que utiliza para compartilhar suas aventuras pelo mundo.

Companheira de viagens e aventuras

Débora não é apenas uma motocicleta para Toni, mas uma verdadeira companheira de vida. Juntos, eles exploraram desertos, salares, parques nacionais, estradas africanas e regiões remotas em diversos continentes. Apesar de a Kawasaki Ninja ser uma moto esportiva, Toni opta por viajar com o modelo pelo qual é apaixonado, mesmo que não seja o mais convencional para longas expedições.

O naufrágio e o resgate

Em 15 de janeiro de 2025, durante a travessia pelo Caribe, o barco enfrentou condições adversas e acabou naufragando no Tapón del Darién, uma região remota e desafiadora. Débora ficou submersa por dois dias, o que representou um momento difícil para Toni, que sentiu a perda iminente de sua companheira de viagem.

Com o apoio de sua parceira Louisiane, Toni buscou mergulhadores experientes em Capurganá para localizar e resgatar a motocicleta. A operação foi complexa devido à falta de coordenadas precisas e à necessidade de negociações locais, mas a Kawasaki foi recuperada com sucesso do fundo do mar.

Restauração e novos planos

A exposição prolongada à água salgada causou danos severos à moto, exigindo uma revisão completa, com reparos e substituição de várias peças. Componentes como o chassi, carenado, rodas e balança traseira foram preservados, mas o hodômetro foi danificado, impossibilitando a confirmação exata da quilometragem.

Atualmente, Débora está na Espanha passando por um processo cuidadoso de restauração, com a expectativa de retornar às estradas em outubro de 2026. Toni planeja, após a recuperação da moto, retomar suas viagens pela África, explorando países da costa atlântica, acompanhado por Louisiane. Há também a possibilidade de uma futura expedição pela Ásia, embora o roteiro ainda não esteja definido.

Para Toni, a relação com Débora vai além de uma simples motocicleta. “Débora e eu estamos conectados para sempre. Vivemos tantas coisas juntos que nossa relação vai muito além de uma moto. Ela sempre esteve lá. Por isso, tenho certeza de que chegaremos juntos até o fim do mundo”, afirma.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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