Exposição homenageia Padre Júlio Lancellotti em São Paulo
Mostra reúne fotografias, prêmios e rodas de conversa sobre direitos humanos na Lacerdine Galeria de Arte
De 18 de setembro a 18 de novembro de 2026, a Lacerdine Galeria de Arte, localizada na Avenida Angélica, 2578, em São Paulo, recebe a exposição “A Alfabetização do Olhar – um ato de amor e responsabilidade”. A mostra é uma homenagem ao Padre Júlio Lancellotti e à atuação da Pastoral do Povo da Rua, que acolhe, convive e defende os direitos das pessoas em situação de rua na capital paulista.
Com curadoria de Geraldo Lacerdine, artista plástico expressionista contemporâneo e fundador da galeria, a exposição reúne mais de 100 fotografias dos fotógrafos Daniel Camargo Kfouri, Fernando Jensen, Tr3ze e Victor Angelo Caldini. Além das imagens, o público pode conferir textos, instalações e vídeos que compõem a narrativa da mostra. No mezzanino da galeria, estão expostos cerca de 50 prêmios e reconhecimentos recebidos por Padre Júlio ao longo de sua trajetória.
Uma nova forma de olhar
A ideia central da exposição é promover uma “alfabetização do olhar”, ou seja, ensinar o público a enxergar com mais atenção e empatia as pessoas e situações que costumam ser ignoradas pela sociedade. A curadoria busca deslocar o espectador de uma observação superficial para uma percepção que valorize as histórias, dores, relações, direitos e subjetividades das pessoas em situação de rua.
As fotografias são apresentadas em diálogo com frases e reflexões do Padre Júlio Lancellotti, ampliando a discussão sobre dignidade, preconceito, desigualdade, direitos humanos e responsabilidade coletiva. A mostra não se limita a registrar a vulnerabilidade, mas destaca a relação afetiva e o respeito que o sacerdote estabelece com essas pessoas.
Convivência e resistência
Um dos eixos da exposição é a distinção entre assistência pontual e convivência. O trabalho do Padre Júlio é mostrado como uma construção de vínculos e reconhecimento das pessoas em situação de rua como sujeitos de direitos, com nomes, histórias e relações próprias. A misericórdia, nesse contexto, é entendida como aproximação e reconhecimento, não como pena ou ação assistencialista.
A mostra também aborda a dimensão de conflito e resistência presente na defesa dos direitos dessas pessoas, ressaltando as dificuldades e perseguições enfrentadas pelo sacerdote em sua atuação pública.
Programação com rodas de conversa
Além da visita à exposição, a programação inclui encontros abertos ao público para debater temas relacionados à exclusão social, direitos humanos e religiosidade das ruas. Entre as atividades estão:
- 24 de setembro, às 19h: Roda de conversa “A alfabetização do olhar”, com Padre Júlio Lancellotti e convidados;
- 8 de outubro, às 19h: Roda de conversa “Por que o mundo gerou tantos excluídos?”;
- 22 de outubro, às 19h: Roda de conversa “Religiosidade das ruas – um ato de coragem, resiliência e respeito”, com participação de convidados como Monja Coen e representantes de religiões de matriz africana;
- 5 de novembro, às 19h: Roda de conversa “Por que o ser humano exclui?”;
- 18 de novembro: Encerramento da exposição com sarau de música e poesia.
A exposição e as atividades buscam provocar reflexão sobre os mecanismos de exclusão social e as formas de convivência com pessoas em situação de vulnerabilidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



