Artrose em mulheres: 5 hábitos para proteger as articulações
Dor e rigidez não devem ser vistas apenas como idade: veja cuidados que ajudam a preservar movimento, força e autonomia.
A artrose não é um problema exclusivo da terceira idade. Dores persistentes, rigidez, estalos e perda gradual de mobilidade podem afetar mulheres na faixa dos 40 anos, especialmente durante o climatério e a menopausa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 528 milhões de pessoas vivem com artrose no mundo, sendo 60% mulheres.
O ortopedista e traumatologista Dr. Lucas Ribeiro Leite destaca que fatores hormonais, metabólicos, genéticos e mecânicos influenciam a saúde das articulações. Embora idade e predisposição genética não possam ser alteradas, hábitos saudáveis ajudam a reduzir riscos e retardar a progressão da doença.
1. Inclua exercícios de força na rotina
A prática regular de atividades físicas fortalece os músculos que estabilizam as articulações, melhora o equilíbrio e pode aliviar a dor. Isso é especialmente importante no climatério e na menopausa, quando ocorre perda de massa muscular.
“Nessa fase da vida, é comum a perda de massa muscular, e os músculos têm papel decisivo na proteção das articulações”, explica o especialista. A musculatura funciona como amortecedor natural, distribuindo as cargas sobre joelhos e quadris e protegendo a cartilagem.
2. Não espere a dor ficar insuportável
Dor persistente nas articulações não deve ser atribuída apenas ao cansaço ou à idade. Rigidez ao acordar ou após longos períodos de repouso, sensação de travamento, estalos frequentes e dificuldade para agachar ou subir escadas merecem atenção.
Uma avaliação médica pode identificar a causa dos sintomas e iniciar o tratamento adequado. O diagnóstico envolve histórico clínico, exame físico e, quando necessário, exames de imagem ou laboratoriais.
3. Cuide do peso e da saúde metabólica
Manter o peso corporal adequado reduz a sobrecarga sobre joelhos e quadris. Obesidade e diabetes estão associados a processos inflamatórios que podem agravar a artrose.
O tecido adiposo produz substâncias inflamatórias que também podem afetar articulações não suportadoras de peso, como as das mãos. Por isso, cuidar do peso e da saúde metabólica é fundamental para a saúde articular.
4. Trate lesões e mantenha o corpo em movimento
Lesões acumuladas ao longo da vida podem contribuir para o desenvolvimento da artrose. Dores após atividades esportivas ou acidentes não devem ser ignoradas.
O tratamento pode incluir fisioterapia, fortalecimento muscular, reeducação do movimento, controle do peso e medicamentos, conforme avaliação médica. Radiografias podem revelar alterações típicas da artrose, como estreitamento do espaço articular e osteófitos, conhecidos como “bicos de papagaio”. Em casos específicos, a ressonância magnética pode complementar o diagnóstico.
Dr. Lucas Ribeiro Leite também menciona recursos terapêuticos como PRP e SFV, que podem melhorar dor e função em alguns casos, especialmente na artrose do joelho, embora a indicação dependa da avaliação individual.
Para o especialista, dor articular persistente antes dos 50 anos não deve ser considerada inevitável. O diagnóstico precoce aumenta as chances de preservar movimento, autonomia e qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



