PUCPR lança Código Humanitas para uso responsável da inteligência artificial

Protocolo gratuito orienta IA a indicar fontes, considerar múltiplas perspectivas e preservar decisão humana

O uso da inteligência artificial (IA) tem se tornado cada vez mais comum no cotidiano de brasileiros, seja no trabalho, nos estudos ou em outras atividades. Para promover uma relação mais crítica e transparente com essas tecnologias, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desenvolveu o Código Humanitas, um protocolo gratuito que pode ser inserido em diferentes modelos de IA.

O Código Humanitas orienta as ferramentas de IA a indicarem fontes verificáveis, a considerarem múltiplos pontos de vista, a preservarem a autoria do usuário e a recomendarem a validação humana em decisões que possam ter consequências relevantes, especialmente em áreas como saúde, direito e finanças.

Como funciona o Código Humanitas

O protocolo é composto por 12 artigos e cinco cláusulas finais que estabelecem diretrizes para a interação entre usuários e sistemas de inteligência artificial. Na prática, ele funciona como uma camada de orientação que pode ser adicionada no início de uma conversa com a ferramenta de IA escolhida.

Entre os princípios previstos estão a transparência sobre as informações apresentadas, a indicação de fontes que possam ser verificadas e o cuidado para não substituir a participação humana no processo de criação e decisão.

Importância da iniciativa

Segundo a Pesquisa Global Hopes and Fears 2025, realizada pela PwC, mais de 70% dos colaboradores no Brasil afirmaram ter utilizado IA em suas funções no último ano, percentual superior à média global de 54%. Esse cenário reforça a necessidade de ferramentas que promovam o uso consciente e responsável da tecnologia.

“A nossa preocupação nunca foi colocar a inteligência artificial de um lado e o ser humano do outro. A questão é como podemos avançar tecnologicamente sem abrir mão daquilo que nos torna humanos: a capacidade de questionar, interpretar, criar e decidir”, afirma Cristina Pastore, diretora de Marca e Futuro da PUCPR e porta-voz da instituição no projeto.

Desenvolvimento e testes

O Código Humanitas foi submetido a cenários de avaliação, incluindo testes A/B realizados com diferentes modelos de inteligência artificial, para verificar se o protocolo promovia mudanças consistentes no comportamento das ferramentas em diversas situações de uso.

O desenvolvimento do código envolveu um trabalho multidisciplinar da PUCPR, com a participação de professores e pesquisadores da universidade, além do advogado, professor e pesquisador de tecnologia Ronaldo Lemos, do educador e consultor criativo Paulo Aguiar e da 404 Innovation Studio.

O protocolo está disponível para uso gratuito no site nuncaparedepensar.com.br e pode ser aplicado em diferentes plataformas de IA. A recomendação central é que, antes de aceitar respostas automatizadas, os usuários verifiquem as fontes, avaliem o contexto e mantenham a decisão final sob responsabilidade humana.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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