Hipertensão: hábitos que ajudam a proteger o coração
Pressão alta pode não dar sinais; especialistas explicam como exercício, monitoramento e consistência ajudam na prevenção e no controle.
A hipertensão arterial é uma condição comum e silenciosa que pode causar danos graves ao coração, vasos sanguíneos e rins sem apresentar sintomas evidentes. Por isso, a prevenção e o controle da pressão alta dependem de um conjunto de hábitos saudáveis, acompanhamento médico e consistência na rotina.
O cardiologista e ecocardiografista esportivo Diogo Pinetti explica que a hipertensão aumenta o risco de aterosclerose, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, arritmias e doença renal. “Ela é chamada de ‘assassina silenciosa’ porque geralmente não causa sintomas, mesmo enquanto provoca danos progressivos ao organismo”, afirma.
Fatores de risco e prevenção
Entre os fatores modificáveis que elevam o risco de hipertensão estão o excesso de peso, sedentarismo, consumo excessivo de sal e álcool, tabagismo, alimentação rica em carboidratos refinados e gorduras saturadas, estresse e sono de má qualidade. Já os fatores não modificáveis incluem idade, histórico familiar e características genéticas.
Segundo Pinetti, agir sobre os fatores modificáveis é fundamental para reduzir o risco de desenvolver hipertensão e suas complicações. Mesmo sem diagnóstico, recomenda-se medir a pressão arterial regularmente, pelo menos duas vezes por semana, especialmente durante consultas de rotina. Exames como MAPA, MRPA, AMPA, análises de sangue e urina, eletrocardiograma e ecocardiograma podem ser indicados para avaliação individualizada.
Exercício físico como prevenção e tratamento
Yago Fernandes, especialista em endocrinologia, emagrecimento e hipertrofia, diferencia atividade física de exercício físico: a primeira inclui movimentos cotidianos como caminhar e subir escadas, enquanto o segundo é planejado e estruturado, como musculação, corrida e natação.
Fernandes destaca que o exercício melhora a função vascular, a capacidade cardiorrespiratória e o controle do peso e da glicemia. “O exercício não é apenas prevenção, ele faz parte do tratamento da hipertensão”, ressalta.
A recomendação da Organização Mundial da Saúde é realizar 150 minutos semanais de exercícios, combinando atividades aeróbicas e treinamento de força para melhores resultados.
Consistência e segurança no treino
O personal trainer Matheus Vianna enfatiza que o treino deve considerar o controle da pressão, histórico clínico, uso de medicamentos e condicionamento físico. É importante começar com intensidade moderada, realizar aquecimento e desacelerar ao final, além de evitar prender a respiração durante exercícios de força.
Vianna reforça que “mais importante do que encontrar o treino perfeito é construir uma rotina que a pessoa consiga manter por meses e anos”. Durante o exercício, sinais como dor ou pressão no peito, falta de ar desproporcional, tontura intensa, confusão, alteração visual ou fraqueza súbita indicam a necessidade de interromper a atividade e buscar avaliação médica.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



