FEI e FAPESP desenvolvem IA para diagnóstico de cálculos renais
Projeto inovador une dados clínicos e imagens para laudos automáticos e recomendações terapêuticas
O diagnóstico detalhado da composição dos cálculos renais enfrenta desafios como demora, alto custo e dependência de análises pós-cirúrgicas. Para superar essas limitações, o Centro Universitário FEI teve aprovado um projeto inovador pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) que utiliza Inteligência Artificial (IA) para agilizar e tornar mais preciso esse processo.
Com um investimento de R$ 600 mil, o projeto propõe cruzar dados clínicos, imagens de tomografia computadorizada e informações espectrográficas para desenvolver um sistema capaz de gerar laudos médicos automaticamente e, em etapas futuras, oferecer recomendações terapêuticas personalizadas.
Desenvolvimento e metodologia
Atualmente na fase inicial, a pesquisa concentra-se na estruturação da base de dados, incluindo o envio do projeto ao Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário da USP (HU-USP) e o início da coleta de dados clínicos, espectrográficos e imagens médicas diretamente no hospital parceiro.
Utilizando os primeiros algoritmos de IA da instituição, a equipe trabalha na extração automatizada das características dos cálculos renais presentes nas imagens de tomografia. Esses dados servirão como base para a criação de uma arquitetura que integra diferentes fontes de informação, possibilitando análises mais completas e rápidas.
Colaboração internacional e seleção rigorosa
O projeto reúne uma rede de colaboração internacional que inclui o HU-USP, a University of Alabama (Estados Unidos) e a Universidade de Göttingen (Alemanha). A iniciativa foi aprovada na chamada Primeiros Projetos da FAPESP, destinada a pesquisadores vinculados a instituições de São Paulo que ainda não lideraram auxílios regulares da fundação.
Entre mais de 300 propostas submetidas, apenas 85 foram selecionadas, sendo a FEI uma das seis instituições contempladas na região do Grande ABC.
Expectativas e impacto futuro
O objetivo final é entregar um protótipo funcional que permita a geração automática de laudos médicos, transformando a tecnologia desenvolvida em benefício direto para o atendimento hospitalar. No entanto, esse resultado depende do avanço e validação contínua da pesquisa.
A Prof. Dra. Leila Bergamasco, coordenadora dos cursos de Ciência da Computação e de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da FEI, destaca a importância da aprovação: “Ter esse projeto aprovado em um edital tão disputado representa a oportunidade de liderar minha própria linha de pesquisa de forma independente logo no início da carreira.”
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



