Carol Ribeiro reacende debate sobre esclerose múltipla
Relato da modelo destaca sintomas e cuidados com dor, fadiga e espasmos musculares
O relato da ex-VJ da MTV Carol Ribeiro sobre sua experiência com a esclerose múltipla trouxe à tona uma discussão importante sobre a qualidade de vida de quem convive com essa doença crônica e imprevisível. Em entrevista ao Splash/UOL, Carol detalhou os sintomas que enfrentou antes do diagnóstico oficial em 2023, incluindo exaustão, tropeços durante desfiles, dificuldade para organizar o pensamento e episódios de insônia prolongada, chegando a dizer: “lembro que fiquei 17 dias sem dormir”.
Antes de receber o diagnóstico, ela chegou a suspeitar de menopausa e síndrome do pânico. É fundamental destacar que, conforme o material-fonte, Carol não associou seu tratamento ao uso de cannabis medicinal. O relato reacende o debate sobre as alternativas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Entendendo a esclerose múltipla
A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune, sem causa conhecida e ainda sem cura. Nessa condição, o sistema imunológico ataca a mielina, a camada que protege os neurônios e facilita a comunicação entre o cérebro e o corpo.
Os sintomas variam amplamente entre os pacientes e podem incluir dor, espasmos musculares, alterações na sensibilidade, desequilíbrio e fadiga. Estima-se que cerca de 2,8 milhões de pessoas no mundo tenham a doença, com aproximadamente 40 mil casos no Brasil.
Cannabis medicinal como coadjuvante no tratamento
A cannabis medicinal não é considerada uma cura nem substitui o tratamento principal da esclerose múltipla. No entanto, ela é estudada como uma alternativa para auxiliar no manejo de sintomas como dor e espasticidade muscular, que são comuns e debilitantes para muitos pacientes.
Mariana Maciel, médica da biotech canadense Thronus Medical, explica que o uso da cannabis deve ser individualizado: “Cada caso é um caso. A dose se ajusta devagar, começa baixa, e tudo precisa ser acompanhado por um médico. O que funciona para um paciente pode não servir para outro.”
Segundo a especialista, o benefício está na melhora do cotidiano dos pacientes: “A dor e os espasmos são os sintomas que mais respondem à cannabis na esclerose múltipla. É o que muda a rotina do paciente: menos dor, mais mobilidade, sono melhor.”
Importância da prescrição e acompanhamento médico
No Brasil, o acesso a produtos à base de cannabis depende de prescrição médica e autorização da Anvisa, disponível desde 2015. A decisão pelo uso deve ser feita com acompanhamento profissional, evitando automedicação ou basear-se apenas em relatos pessoais.
De acordo com o Anuário 2025 da Kaya Mind, mais de 873 mil brasileiros estão em tratamento com cannabis medicinal, abrangendo diversas condições de saúde, não exclusivamente a esclerose múltipla.
Para quem suspeita dos sintomas ou já recebeu o diagnóstico, a recomendação é buscar avaliação neurológica e discutir todas as opções de tratamento com a equipe de saúde. A informação adequada pode ajudar a reduzir o estigma e garantir que cada paciente receba um cuidado personalizado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



