Câncer de cabeça e pescoço: sinais após os 50

Rouquidão persistente, feridas na boca e nódulos no pescoço merecem avaliação, especialmente quando não desaparecem com o tempo.

Rouquidão que não passa, uma ferida na boca que demora a cicatrizar ou um nódulo no pescoço podem parecer alterações corriqueiras, mas merecem atenção. O câncer de cabeça e pescoço se concentra principalmente em pessoas com mais de 50 anos, e a mortalidade chega ao pico entre 60 e 69 anos. No Brasil, são cerca de 39 mil novos casos por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O alerta ganha força porque 80% dos casos são identificados em estágio avançado. Quando a doença é descoberta tardiamente, as chances de cura podem ser reduzidas e o tratamento tende a exigir medidas mais agressivas, com maior impacto na qualidade de vida.

Quais sintomas precisam ser investigados?

Não se deve normalizar sinais persistentes na boca, garganta, pele do rosto ou pescoço. Entre os sintomas que merecem atenção estão:

  • rouquidão persistente;
  • feridas na boca ou na pele que não cicatrizam;
  • manchas escuras ou esbranquiçadas na cavidade oral;
  • dor ou dificuldade para engolir;
  • nódulos no pescoço.

“É importante lembrar que muitos dos sintomas iniciais podem ser confundidos com alterações comuns da idade e, por isso, acabam sendo negligenciados. Rouquidão persistente, feridas na boca que não cicatrizam e nódulos no pescoço, por exemplo, não devem ser normalizados”, explica a Dra. Aline Viana, cirurgiã e diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

A médica orienta buscar avaliação médica para investigar a causa de qualquer sintoma persistente. A consulta pode ser feita com um cirurgião de cabeça e pescoço, que definirá a necessidade de exames e acompanhamento.

Fatores de risco: tabagismo e álcool

Os principais fatores de risco conhecidos e modificáveis são o tabagismo e o consumo frequente de bebidas alcoólicas. Dados indicam que 72% dos pacientes diagnosticados são fumantes e 58% consomem álcool regularmente. Quando associados, esses hábitos podem aumentar de 10 a 35 vezes as chances de desenvolver a doença, já que o álcool facilita a penetração das substâncias cancerígenas do tabaco na mucosa.

Outros fatores de risco incluem a infecção pelo HPV, especialmente o HPV-16, exposição prolongada ao sol, higiene bucal inadequada e exposição ocupacional a substâncias químicas e poeiras, como as de madeira.

Alerta também para pessoas mais jovens

Embora a maior parte dos diagnósticos ocorra em pessoas acima dos 50 anos, indivíduos mais jovens também podem desenvolver câncer de cabeça e pescoço, frequentemente associado à infecção pelo vírus HPV.

Por isso, a recomendação de atenção aos sintomas persistentes vale para todos, independentemente da idade ou dos fatores de risco. Observar mudanças que não desaparecem e procurar atendimento médico precoce são fundamentais para aumentar as chances de tratamento eficaz e reduzir os impactos de um diagnóstico tardio.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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