Reserva cognitiva: como cuidar da saúde do cérebro
Entenda como memória, atividade física, sono e vida social podem contribuir para um envelhecimento mais ativo e com autonomia.
Envelhecer com mais autonomia também passa por cuidar do cérebro ao longo da vida. No Setembro Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a doença de Alzheimer, a reserva cognitiva ganha destaque como uma espécie de “poupança cerebral”: uma capacidade que pode ajudar a manter memória, raciocínio e atenção mesmo diante de mudanças relacionadas ao envelhecimento.
Segundo o Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado em 2024 pelo Ministério da Saúde, cerca de 2,71 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais vivem com demência. A projeção é que esse número alcance 5,6 milhões até 2050. O Alzheimer é a causa mais comum de demência, responsável por 60% a 70% dos casos.
O que é a reserva cognitiva?
A reserva cognitiva é a capacidade do cérebro de manter um bom desempenho mesmo diante de alterações provocadas pelo envelhecimento ou por doenças neurodegenerativas. Funciona como uma poupança: quanto mais o cérebro é estimulado ao longo da vida, maiores as chances de ele encontrar caminhos alternativos para continuar desempenhando funções como memória, raciocínio e atenção.
“A reserva cognitiva é a capacidade do cérebro de apresentar um desempenho melhor do que o esperado, considerando o grau de mudanças cerebrais ao longo da vida, é essencial, pois, mesmo diante do envelhecimento cerebral, a pessoa pode continuar ativa, com autonomia e com a cognição preservada”, explica a gerontóloga Thaís Bento Lima.
É importante destacar que a reserva cognitiva não evita nem cura doenças neurodegenerativas, mas hábitos saudáveis podem contribuir para um envelhecimento com mais qualidade de vida e autonomia.
Hábitos que fortalecem a “poupança cerebral”
Pequenas escolhas diárias são aliadas da saúde do cérebro. Entre elas estão:
- Desafiar a mente regularmente;
- Manter uma vida social ativa;
- Praticar atividades físicas;
- Ter um sono adequado;
- Manter uma alimentação equilibrada.
“Quanto mais se usa o cérebro, melhor ele funciona e mais protegido ele ficará de doenças e da degeneração. Por isso, além da boa nutrição, dormir bem, fazer atividades físicas e ginástica cerebral são muito importantes para a memória permanecer saudável durante o envelhecimento normal”, reforça Thaís Bento Lima.
Quando buscar ajuda profissional?
O Setembro Lilás também destaca a importância do diagnóstico precoce. Ao notar mudanças persistentes na memória, humor ou comportamento, é fundamental buscar avaliação profissional para entender o que está acontecendo, orientar o tratamento e apoiar o planejamento familiar.
Cuidar da saúde cerebral é um processo que pode começar em qualquer idade, com escolhas acessíveis no dia a dia. Construir uma relação atenta com o corpo, a mente e os vínculos sociais é essencial para um envelhecimento mais saudável e ativo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



