Hipertensão: exames que avaliam o risco do coração

Pressão alta e diabetes podem evoluir sem sintomas; veja quais exames ajudam a acompanhar a saúde cardiovascular com orientação médica.

Quase três em cada dez adultos brasileiros têm diagnóstico de hipertensão, com o índice subindo de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024, conforme pesquisa do Ministério da Saúde. No mesmo período, a prevalência de diabetes entre adultos aumentou de 5,5% para 12,9%. Essas condições, junto com colesterol elevado e excesso de peso, são fatores que elevam o risco de doenças cardiovasculares, que continuam entre as principais causas de morte no país.

O cardiologista Daniel Marotta, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que muitas dessas alterações podem não apresentar sintomas e só serem detectadas em exames de rotina. “Não existe um exame isolado capaz de prever um infarto. A avaliação considera o conjunto de fatores de risco, como pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. A partir desses dados, o médico define a necessidade de acompanhamento ou de exames complementares”, explica o especialista.

Exames que ajudam a avaliar o risco cardiovascular

Entre os exames iniciais recomendados estão:

  • Pressão arterial: medida simples que identifica a hipertensão e deve ser acompanhada regularmente.
  • Perfil lipídico: avalia colesterol total, LDL, HDL e triglicérides, ajudando a detectar alterações que favorecem o acúmulo de placas nas artérias.
  • Glicemia de jejum: verifica a concentração de glicose no sangue, importante para identificar alterações no metabolismo da glicose.
  • Hemoglobina glicada (HbA1c): indica a média dos níveis de glicose nos últimos meses, usada para diagnosticar e acompanhar o diabetes.
  • Exames de função renal: como creatinina e estimativa da taxa de filtração glomerular, que são relevantes especialmente para pessoas com hipertensão ou diabetes.

Exames cardíacos específicos e avaliação individualizada

Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma, Holter e MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) são indicados conforme a idade, sintomas, histórico familiar e fatores de risco. Sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, desmaios e cansaço incomum podem justificar uma investigação mais detalhada.

Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar de doença cardiovascular precoce podem necessitar de acompanhamento individualizado. O histórico familiar é especialmente relevante, pois pode alterar a avaliação mesmo quando exames de rotina estão normais. A combinação de fatores como obesidade, alterações da glicose, colesterol e pressão alta pode aumentar o risco cardiometabólico.

Mais do que realizar uma série de exames, o objetivo é identificar precocemente alterações e acompanhar sua evolução para definir a frequência dos controles, indicar exames adicionais, mudanças de hábitos ou tratamentos quando necessários.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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