Brasil cai no ranking industrial e setor colchoeiro aposta na qualidade
INER destaca normas e certificações como caminho para recuperar competitividade
O Brasil registrou uma queda significativa no ranking internacional de crescimento da indústria de transformação, passando da 33ª posição em 2024 para a 69ª em 2026, entre 90 países avaliados. No primeiro trimestre de 2026, a produção industrial brasileira recuou 0,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a produção manufatureira mundial avançou 3,1%, segundo dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI).
Desafio para a indústria brasileira
Esse desempenho coloca o Brasil entre as economias com pior resultado no levantamento e acende um alerta sobre a competitividade do setor industrial nacional. Para o Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER), a recuperação da indústria brasileira deve ir além do aumento da produção, incorporando também produtividade, inovação, conformidade e, principalmente, qualidade dos produtos.
Cleriane Lopes Denipoti, diretora-executiva do INER, destaca que "não basta produzir mais, é preciso produzir melhor, com padrões técnicos que garantam desempenho, durabilidade, segurança e confiança". Segundo ela, a qualidade deve ser um diferencial estratégico para o mercado interno e para a inserção do Brasil no cenário internacional.
Certificações e qualidade no setor colchoeiro
O INER atua desde 1984 na padronização e elevação da qualidade do mercado de colchões no país. O instituto desenvolveu a primeira norma técnica brasileira para colchões de espuma e expandiu sua atuação para colchões de molas, travesseiros e estofados. O Certificado Pró-Espuma, criado pelo INER, estabelece critérios técnicos rigorosos, incluindo auditorias periódicas e testes laboratoriais que avaliam a qualidade das espumas e a estrutura dos colchões.
Além disso, os produtos certificados recebem um código único e rastreável, o que permite maior controle e transparência para consumidores e parceiros comerciais. Para o INER, essas práticas são essenciais para reduzir as assimetrias de qualidade e fortalecer a confiança no setor.
Qualidade como base para competitividade sustentável
Cleriane reforça que os padrões técnicos não devem ser encarados como barreiras, mas como ferramentas de evolução contínua. "Quando uma empresa investe em processos, testes e critérios objetivos de desempenho, ela cria um produto mais confiável e constrói uma reputação que pode ser levada para diferentes mercados", afirma.
O cenário atual exige que a indústria brasileira construa bases sólidas para uma competitividade sustentada pela qualidade, conhecimento técnico e confiança nos produtos nacionais, especialmente em setores estratégicos como o moveleiro e colchoeiro.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



