Menopausa e saúde mental: sinais que merecem atenção

Ansiedade, insônia e tristeza persistente podem aparecer na transição menopausal e precisam de avaliação individualizada e acolhimento.

A menopausa não afeta apenas o corpo; as alterações hormonais desse período podem desencadear sintomas emocionais como ansiedade, irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração e queda na qualidade de vida. Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio, especialistas reforçam que esses sinais não devem ser banalizados ou atribuídos simplesmente ao envelhecimento.

A ginecologista Daniella Campos Oliveira, diretora médica da Clínica Elsimar Coutinho, em São Paulo, destaca que a perimenopausa — fase que antecede a menopausa — é um momento de maior vulnerabilidade emocional. “A menopausa não é só o fim da menstruação — é uma transição de anos, e a perimenopausa é justamente a janela de maior vulnerabilidade emocional”, explica.

Nem todo sintoma emocional é causado pelos hormônios

A relação entre menopausa e saúde mental é complexa e multifatorial. Embora a oscilação hormonal possa contribuir para alterações no humor e no sono, fatores como histórico de depressão, estresse, luto, mudanças profissionais, responsabilidades familiares e outras condições de saúde também influenciam a experiência de cada mulher.

Por isso, a avaliação individualizada é fundamental. A médica ressalta a importância de investigar outras possíveis causas para os sintomas, como alterações da tireoide, evitando atribuir todo sofrimento emocional exclusivamente às mudanças hormonais.

Quando procurar ajuda

Algumas manifestações emocionais merecem atenção profissional, especialmente quando são intensas, persistentes ou interferem na rotina diária. Entre os sinais de alerta estão:

  • tristeza frequente ou sensação de desesperança;
  • isolamento social e perda de interesse por atividades prazerosas;
  • ansiedade intensa e irritabilidade constante;
  • alterações significativas no sono ou no apetite;
  • pensamentos relacionados à morte.

“Tristeza persistente, isolamento, desesperança ou pensamentos de morte não são ‘coisa da idade’, são sinais de alerta que exigem ajuda imediata”, reforça Daniella.

Abordagem multidisciplinar para o cuidado

Segundo a especialista, a psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, e o uso de antidepressivos são as primeiras opções para tratar a depressão nessa fase. A terapia hormonal pode auxiliar na melhora do humor durante a perimenopausa, principalmente quando há fogachos e distúrbios do sono, mas não substitui o tratamento específico para a depressão.

Além disso, a manutenção de um sono adequado, a prática regular de atividade física e o suporte de uma rede de apoio são componentes importantes do cuidado integral. A avaliação pode envolver profissionais de diversas áreas para considerar os aspectos físicos, emocionais e sociais da mulher.

Em caso de sofrimento emocional ou pensamentos relacionados à morte, é fundamental buscar ajuda imediatamente. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito 24 horas pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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