Longevidade feminina: como chegar bem aos 60, 70 e 80

Mulheres vivem mais no Brasil, mas debate sobre menopausa, prevenção e autonomia amplia a discussão sobre a qualidade desses anos

Viver mais é uma conquista, mas a pergunta que ganha força entre as mulheres é outra: como chegar aos 60, 70, 80 anos e além com saúde, autonomia e qualidade de vida? No Brasil, a discussão sobre longevidade feminina passa por prevenção, movimento, sono, saúde mental, alimentação, sexualidade e, especialmente, pela forma como o climatério e a menopausa são acompanhados.

Dados oficiais referentes a 2024 mostram que a expectativa de vida feminina ao nascer chegou a 79,67 anos, enquanto a masculina ficou em 73,14 anos. Aos 60, uma brasileira ainda tem, em média, aproximadamente 24 anos de vida pela frente. Isso torna a saúde na meia-idade uma questão importante para o presente e para as próximas décadas.

Menopausa entra no centro da conversa

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, 74,5% das mulheres brasileiras com 45 anos ou mais que não haviam passado por cirurgia de retirada do útero declararam estar na menopausa em 2019. O levantamento correspondia a 24,3 milhões de mulheres. Na mesma pesquisa, 18,1% disseram ter feito ou estar fazendo tratamento de reposição hormonal para sintomas relacionados a essa fase.

Ondas de calor, alterações no sono, mudanças de humor, redução da libido e transformações metabólicas deixaram de ser vistos apenas como desconfortos que a mulher deveria suportar em silêncio. A menopausa passou a ser relacionada também à saúde cardiovascular, à massa muscular e óssea, à nutrição, à saúde emocional e à sexualidade.

Em 2026, o Ministério da Saúde publicou orientações específicas para qualificar o atendimento na transição menopausal, na menopausa e na pós-menopausa dentro da Atenção Primária à Saúde. O manual reforça que o climatério é uma fase biológica da vida, e não uma doença, tradicionalmente compreendida entre os 40 e os 65 anos.

Wellness além da estética

Com essa mudança de perspectiva, o conceito de wellness também se amplia. O foco deixa de estar apenas na aparência e passa a incluir hábitos que ajudam a sustentar disposição, mobilidade, cognição, vínculos sociais e capacidade de fazer escolhas ao longo do tempo.

Para as mulheres, viver mais também convive com desigualdades sociais e econômicas que podem aumentar a vulnerabilidade na maturidade. Por isso, falar em longevidade feminina envolve não só escolhas individuais, mas acesso a informação, prevenção e cuidado integral.

DWS propõe debate sobre o futuro feminino

Saúde, longevidade, menopausa e wellness estão entre os temas da agenda do Desert Women Summit (DWS), plataforma de conexão e desenvolvimento feminino. A proposta é discutir como ciência, inovação, autocuidado e prevenção podem contribuir para uma vida mais longa e com independência.

“A longevidade é uma conquista extraordinária, mas precisamos começar a discutir a qualidade dessa longevidade. Para nós, falar sobre futuro feminino também significa falar sobre saúde, autonomia e sobre como queremos chegar às próximas décadas da nossa vida. Menopausa, bem-estar e prevenção não podem continuar sendo assuntos periféricos quando estamos falando de mulheres que ainda terão muitos anos de vida, projetos e realizações pela frente”, afirma Janaína de Araújo, idealizadora do Desert Women Summit.

A mudança cultural está em trocar a ideia de envelhecimento como sinônimo de perda por uma visão que inclua potência, propósito e novas possibilidades. Mais do que contar anos, o debate propõe pensar em como vivê-los.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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