Dodô Costa detalha a evolução dos shows de funk em grandes festivais

Diretor comercial da GR6 explica o planejamento por trás das apresentações no Rock in Rio

Quando um artista de funk sobe ao palco de um grande festival, o público presencia apenas alguns minutos de apresentação. No entanto, nos bastidores, esse momento é resultado de meses de planejamento, ensaios, decisões visuais, logística e uma equipe dedicada trabalhando em sintonia.

Dodô Costa, diretor comercial da GR6 e profissional com mais de 30 anos de experiência na música, acompanha de perto esse processo. Ele já esteve envolvido em projetos de artistas como MC Livinho, KayBlack, MC IG, MC PH, MC Dricka e DJ GBR no Rock in Rio.

Adaptação para grandes palcos

Para se apresentar em um festival de grande porte, o artista precisa adaptar sua performance. Repertório, conceito visual, iluminação, conteúdos de LED, figurino, logística, equipe técnica e ensaios devem funcionar como partes integradas de um único projeto.

Segundo Dodô, “não basta aumentar o painel de LED ou colocar mais efeitos. O artista precisa entender a importância daquele palco e preparar uma apresentação pensada para uma audiência muito maior. O público vê o show, mas existe uma operação enorme acontecendo antes e durante aquele momento.”

Além do público presente, a apresentação é consumida por meio das redes sociais, imprensa e outros canais, o que exige que cada detalhe seja pensado para funcionar ao vivo e também nas imagens que circulam posteriormente.

Do formato tradicional às grandes produções

O funk, que por muito tempo teve apresentações baseadas principalmente em MC, DJ e microfone, hoje conta com direção artística, cenografia, bailarinos, iluminação programada e conteúdos audiovisuais integrados.

Para Dodô, essa evolução não significa abandonar as raízes do gênero. Ele destaca que “o funk cresceu, atravessou fronteiras e conquistou esses espaços. Não é abandonar a essência da favela e da periferia, mas apresentar essa essência com organização, qualidade técnica e respeito ao público. O funk não está recebendo um favor ao ocupar esses palcos. Ele conquistou esse lugar.”

O impacto estratégico de um grande festival

Uma apresentação no Rock in Rio vai além da repercussão imediata. O palco gera imagens, vídeos, cobertura de imprensa e novas oportunidades de contato com marcas, contratantes e profissionais da indústria musical.

Dodô ressalta que “o festival gera visibilidade, imprensa, conteúdo e percepção de valor. Mas estar lá não basta. É preciso transformar esse momento em posicionamento e novas oportunidades.”

O show deve ser parte de uma estratégia maior, com trabalho contínuo para organizar a repercussão, fazer o conteúdo circular e aproveitar a exposição conquistada.

Ele conclui: “Quando as luzes acendem e o público responde, existe uma sensação de missão cumprida. Mas um grande palco não pode ser apenas uma chegada. Ele precisa representar o começo de uma nova fase na carreira do artista.”

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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