Origamista autista cria 4 mil tsurus para exposição no Paraná
Maria Izabel Corrêa Guiraud participa de instalação sobre transplantes no Aeroporto Afonso Pena em setembro
Mais de 4 mil tsurus — pássaros tradicionais do origami — estão sendo dobrados por Maria Izabel Corrêa Guiraud para a terceira edição da exposição Histórias de Transplantes, promovida pelo Hospital Angelina Caron (HAC). A mostra, que aborda a espera por doação de órgãos no Paraná, será realizada de 21 de setembro a 21 de outubro de 2026 no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.
Instalação com 5 mil tsurus simboliza espera por transplantes
A instalação terá 5 mil tsurus, sendo que as mais de 4 mil peças foram produzidas por Maria Izabel, enquanto as restantes serão confeccionadas em oficinas abertas à comunidade, com a participação de colaboradores, pacientes e acompanhantes do hospital. As dobraduras representam as mais de 5 mil pessoas que aguardam por um órgão ou tecido no Paraná.
Essa ação faz parte do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, e também celebra os 25 anos de atuação do Hospital Angelina Caron na área de transplantes.
Maria Izabel destaca o significado do tsuru: “Saber que meu trabalho pode dar visibilidade a essa causa me emociona, porque leva uma mensagem de esperança para as pessoas. O tsuru é um símbolo mundial de paz, esperança e saúde.”
Origami: da infância à profissão
O interesse de Maria Izabel pelo origami começou na infância, em momentos compartilhados com o avô e o pai. A atividade, inicialmente uma brincadeira, também a ajudou a exercitar a concentração para lidar com a epilepsia.
Para produzir milhares de peças, ela desenvolveu uma rotina pautada por planejamento, foco nos prazos e persistência, mantendo a precisão em cada dobra.
Sobre o autismo, Maria Izabel afirma: “O autismo faz parte da minha trajetória como origamista de uma forma muito positiva e não como uma barreira. A concentração, a atenção aos detalhes e a persistência são características que me ajudam muito no origami.”
Exposição reforça a importância da doação de órgãos
Além da instalação, a exposição reúne relatos de pessoas transplantadas e suas famílias, mostrando que cada transplante envolve duas histórias: a de quem autoriza a doação em meio ao luto e a de quem recebe uma nova chance de vida.
Desde o início do serviço, em 2001, o Hospital Angelina Caron realizou 3.401 transplantes até 16 de agosto de 2026. No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização da família, mesmo quando a pessoa manifestou o desejo em vida. Por isso, a campanha reforça a importância de conversar previamente com os familiares sobre essa decisão.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



