Mulheres no mercado imobiliário buscam mais poder de decisão
Pesquisa do Instituto Mulheres do Imobiliário revela desafios para ampliar presença feminina em cargos estratégicos
A presença feminina no mercado imobiliário brasileiro avançou, mas ainda não ocupa o mesmo espaço nas decisões estratégicas. Pesquisa divulgada pelo Instituto Mulheres do Imobiliário (IMI) mostra que apenas 28% das profissionais percebem os cargos de poder como ocupados por mulheres. Ao mesmo tempo, 61% afirmam já ter passado por alguma situação de assédio no ambiente de trabalho.
Os dados fazem parte da revista O que 7 Anos Constroem, publicação do IMI, e ajudam a explicar por que a discussão sobre mulheres no setor vai além da entrada no mercado. O próximo desafio é ampliar a presença feminina em conselhos de administração, diretorias, entidades representativas e fóruns que definem os rumos da habitação, do crédito imobiliário e do desenvolvimento urbano.
Presença não significa participação nas decisões
Nos últimos anos, mulheres passaram a ocupar funções em incorporadoras, construtoras, escritórios de advocacia, instituições financeiras e empresas de tecnologia ligadas ao setor. A expansão, porém, ainda convive com barreiras para que elas tenham influência efetiva sobre estratégias, políticas e prioridades do mercado.
O tema esteve entre os principais assuntos da celebração dos sete anos do Instituto Mulheres do Imobiliário, realizada no fim de julho. O encontro reuniu executivas, representantes de entidades e lideranças para discutir representatividade, governança e formação de novas profissionais em posições de comando.
Formação, mentoria e redes de apoio
Para as participantes do debate, ocupar espaços de decisão depende de uma combinação de capacitação técnica, confiança e apoio profissional. Programas de mentoria, redes de relacionamento e iniciativas de desenvolvimento de carreira aparecem como caminhos para fortalecer novas lideranças.
“É importante qualificar essa participação e construir agendas comuns. O advocacy acontece quando conseguimos transformar as demandas em propostas concretas e reunir diferentes atores em torno delas”, afirmou Laura Suarez, coordenadora de Relações Institucionais e Legislativas da Secovi-RJ.
Luciana Ismael, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (IBRADIM), também destacou a importância de criar ambientes que estimulem o protagonismo feminino. “Criamos o IBRADIM Mulheres para fortalecer essas mulheres, para que elas possam ser líderes e tenham coragem de ocupar o seu lugar à mesa”, disse.
Diversidade como parte da governança
A ampliação da presença feminina também foi associada à governança das organizações. Na avaliação das executivas reunidas no encontro, lideranças mais diversas podem contribuir para decisões conectadas a diferentes perfis de consumidoras e às transformações sociais, econômicas e demográficas que afetam o setor.
Elisa Rosenthal, presidente do IMI, resumiu o desafio como uma construção coletiva: “Quando as mulheres compartilham conhecimento, ocupam espaços de decisão e abrem oportunidades para outras profissionais, fortalecemos não apenas suas carreiras, mas todo o mercado imobiliário”.
A mudança, portanto, não depende apenas de abrir portas, mas de garantir que as mulheres participem das escolhas feitas depois que entram. Formação, redes de apoio e diálogo entre empresas e entidades são apontados como partes dessa agenda de ocupação.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA


