SUS amplia acesso a trombolíticos para AVC e infarto

Medida sancionada em 2 de setembro amplia atendimento com medicamentos que dissolvem coágulos na rede pública

O atendimento de emergência para casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) poderá chegar a mais unidades da rede pública. O projeto que amplia a oferta de medicamentos trombolíticos no Sistema Único de Saúde (SUS) foi sancionado nesta quarta-feira (2), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os trombolíticos atuam na dissolução dos trombos, coágulos que obstruem os vasos sanguíneos e dificultam a circulação. Quando administrados rapidamente, podem salvar vidas e reduzir o risco de sequelas. A nova medida prevê a oferta também em hospitais que ainda não têm habilitação específica e inclui as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na rede de atendimento.

Por que a ampliação é importante

O uso de trombolíticos em serviços hospitalares de urgência e emergência existe desde 2012. No caso do AVC, porém, os hospitais precisam ser habilitados para oferecer o tratamento — um processo que, segundo a Rede Brasil AVC, pode levar anos.

“O hospital entrava na fila para ser habilitado e, às vezes, ficava dois, três anos aguardando a habilitação. Era um grande gargalo e, por isso, temos menos hospitais do que esperávamos – são 130 hospitais habilitados e isso é muito pouco para 200 milhões de habitantes”, afirma Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, neurologista e pesquisadora.

A especialista classificou a sanção como um marco. “Com o trombolítico agora sendo oferecido também aos hospitais que ainda não estão habilitados, o acesso ao tratamento será aumentado significativamente para a população. É uma enorme conquista e estamos realmente muito felizes com esse dia histórico, pois essa lei vai mudar completamente o cuidado dos pacientes, que serão tratados com dignidade e com o melhor tratamento que existe”, declarou.

Dados mostram o tamanho do desafio

O AVC está entre as maiores causas de morte e incapacidade no Brasil. Em 2025, o SUS contabilizou 292 mil atendimentos por AVC, sendo 218 mil relacionados ao tipo isquêmico. A doença foi responsável por 106 mil mortes no período.

Por isso, o tempo de resposta é um dos pontos centrais da mudança. A ideia é que pacientes de localidades com acesso mais limitado a serviços de maior complexidade possam iniciar o atendimento mais rapidamente, enquanto aguardam a transferência para uma unidade de referência.

Atuação do SAMU e próximos passos

Desde 2014, o Ministério da Saúde permite o repasse de recursos para o uso do tenecteplase contra o infarto pelo SAMU 192. Atualmente, 102 unidades habilitadas em sete estados recebem o recurso. Em 2025, foram registradas 861 aplicações do medicamento pelo serviço em todo o país.

A Rede Brasil AVC informa que trabalha há 15 anos com o Ministério da Saúde na estruturação da linha de cuidado do AVC na rede pública. Um Plano Nacional de Implementação deverá organizar a expansão estado por estado. O documento de diagnóstico, expansão e monitoramento ainda será lançado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 46 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar