Cinema de Taiwan ganha mostra em São Paulo
Programação reúne filmes sobre memória, saúde, meio ambiente e culturas originárias na Faculdade de Medicina da USP e no Centro Cultural São Paulo.
O cinema de Taiwan chega a São Paulo com uma programação que convida o público a refletir sobre temas como memória, saúde, meio ambiente, pertencimento e cuidado. A 5ª Mostra de Cinema de Taiwan em São Paulo foi aberta em 31 de agosto e segue com exibições na Faculdade de Medicina da USP e, de 1º a 10 de setembro, na Sala Circuito Spcine — Lima Barreto, no Centro Cultural São Paulo.
Organizada pela Associação de Intercâmbio Artístico e Cultural Taiwan-Brasil (ATBICA), em parceria com o Comitê de Bioética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a mostra tem como conceito “Uma Visão Médico-Compassiva do Mundo”. A seleção está dividida em dois eixos: a Mostra de Filmes Médicos, dedicada a doenças, tratamentos, pacientes e familiares, e a Mostra Amar o Mundo, que aborda a natureza e a espiritualidade.
Do corpo ao planeta: o cuidado como tema central
A programação aproxima duas escalas frequentemente tratadas separadamente. De um lado, as experiências de quem enfrenta doenças e mudanças na rotina; de outro, a vulnerabilidade dos oceanos, os efeitos do aquecimento global e as culturas originárias.
A abertura ocorreu no Teatro da FMUSP com Guardiões do Nosso Planeta (Guardians of Our Planet, 2025), documentário de Shu Meng-Lan. Filmado ao longo de 15 anos em sete continentes, o filme registra 82 espécies em ambientes extremos e destaca a fragilidade dos polos e oceanos diante das mudanças climáticas.
Uma viagem pela história do cinema taiwanês
A mostra também ajuda a compreender a evolução do cinema de Taiwan. Antes dos anos 1980, predominavam melodramas, romances e produções associadas ao chamado “realismo saudável”, com narrativas mais diretas.
Com a Taiwan New Cinema, ou Nova Onda do Cinema Taiwanês, a câmera passou a observar o cotidiano com mais atenção. Planos longos, silêncios, narrativas elípticas e espaços urbanos ganharam destaque. Cineastas como Hou Hsiao-hsien e Edward Yang colocaram memória, modernização e vida familiar no centro da narrativa.
Nos anos 1990, Tsai Ming-liang aprofundou a exploração da solidão urbana, mostrando personagens que dividem a mesma cidade, mas nem sempre conseguem se comunicar. Nas décadas seguintes, a produção se diversificou, reunindo documentários, musicais, dramas e histórias sobre identidade, meio ambiente e culturas originárias.
Onde assistir
As exibições acontecem na Faculdade de Medicina da USP, na Avenida Dr. Arnaldo, 455, estação Clínicas do Metrô, e na Sala Circuito Spcine — Lima Barreto, no Centro Cultural São Paulo. A programação no Centro Cultural segue até 10 de setembro.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



