Ayahuasca: o que saber antes de considerar o uso
Relatos de Alok, Maitê Proença e Fábio Porchat reacendem debate sobre efeitos, riscos e uso religioso no Brasil
Relatos de personalidades como Alok, Maitê Proença e Fábio Porchat voltaram a colocar a ayahuasca no centro das conversas sobre espiritualidade, autoconhecimento e saúde mental. Conhecida também como daime, hoasca ou vegetal, a bebida psicoativa é usada há séculos por povos indígenas e integra cerimônias de religiões como Santo Daime, União do Vegetal e Barquinha.
O interesse, porém, não deve apagar um ponto essencial: a experiência pode ser intensa e não é segura para todas as pessoas. A ayahuasca costuma ser preparada com o cipó Banisteriopsis caapi e folhas de Psychotria viridis, que contêm DMT e outros compostos capazes de alterar profundamente a percepção.
O que pode acontecer durante a experiência
Participantes podem descrever imagens, memórias e emoções profundas, além de mudanças na percepção do tempo. Também são possíveis reações físicas como náuseas, vômitos, tremores, aumento da pressão arterial e aceleração dos batimentos cardíacos.
A ciência investiga possíveis aplicações da ayahuasca em quadros como depressão resistente, mas as evidências ainda são preliminares. Por isso, a bebida não deve ser apresentada como cura nem substituir psicoterapia, medicamentos ou acompanhamento médico.
Relatos pessoais não comprovam segurança
Alok declarou ter participado de cerimônias ao se aproximar do povo Yawanawá, no Acre. Segundo o material, o DJ relacionou a experiência à sua trajetória pessoal e a projetos ligados à cultura ancestral, além de alertar contra o consumo irresponsável. Maitê Proença e Fábio Porchat também já falaram publicamente sobre experiências com ayahuasca ou Santo Daime.
O empresário Rubens Souza afirma ter participado de cerimônias durante quase sete anos, em encontros realizados aproximadamente a cada 15 dias. Ele considera que as vivências contribuíram para mudanças pessoais, emocionais e espirituais. “A reação é única e varia de acordo com cada indivíduo”, declarou.
O relato, no entanto, representa uma experiência individual. Ele não comprova que a bebida seja segura para todas as pessoas ou que produza os mesmos efeitos em outros participantes.
Quem precisa redobrar a atenção
O material alerta para riscos maiores em pessoas com histórico pessoal ou familiar de psicose, esquizofrenia, transtorno bipolar ou mania. Também podem ocorrer interações perigosas com antidepressivos e outros medicamentos. Nenhum tratamento deve ser interrompido sem orientação médica.
No Brasil, o uso religioso da ayahuasca é reconhecido e segue princípios da Resolução nº 1/2010 do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas. As normas desaconselham a comercialização, o uso turístico, a associação com drogas ilícitas e promessas de cura.
Respeitar a tradição espiritual não significa tratar a bebida como inofensiva. Informação sobre a procedência, avaliação das condições dos participantes, preparação adequada e estrutura para emergências são cuidados importantes antes de qualquer decisão.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



