SUS oferece 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres vulneráveis
Serviço disponível no aplicativo Meu SUS Digital atende mulheres em situação de violência e cuidadoras de familiares com necessidades especiais
O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o acesso ao cuidado em saúde mental com a oferta de 100 mil teleatendimentos mensais destinados a mulheres em situação de violência e mães atípicas, termo que se refere a mulheres que cuidam de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O serviço também contempla outros familiares responsáveis por esses cuidados.
Disponível a partir de 24 de junho no aplicativo Meu SUS Digital, o teleatendimento busca facilitar o acesso ao suporte psicológico, especialmente para aquelas que enfrentam barreiras como deslocamento, rotina intensa e dificuldade de acesso a serviços especializados.
Funcionamento do serviço
O atendimento é realizado de forma remota, por meio do aplicativo oficial do SUS, permitindo que as mulheres recebam suporte em saúde mental sem sair de casa. Detalhes sobre agendamento, duração das consultas e composição das equipes responsáveis não foram divulgados pelo Ministério da Saúde e devem ser consultados nos canais oficiais.
Importância da iniciativa
Mulheres em situação de violência e cuidadoras frequentemente enfrentam sobrecarga emocional e desafios que impactam sua saúde mental. Ao incluir esses grupos, o SUS reconhece a necessidade de oferecer suporte específico para quem cuida e para quem está em vulnerabilidade.
O lançamento do serviço ocorreu na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), com a presença de Janja Lula da Silva, do ministro da Saúde Alexandre Padilha, da ministra da Igualdade Racial Rachel Barros, da ministra das Mulheres substituta Eutália Barbosa, da diretora de Atenção Integral da AgSUS Luciana Maciel e da representante da Central de Movimentos Populares Thelma Mello.
Declaração de Janja Lula da Silva
Durante o evento, Janja Lula da Silva ressaltou a relevância de ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental para essas mulheres. Ela afirmou: “A gente poderia ter salvado mais vidas se a gente tivesse entendido, há muitas décadas, o que significava saúde mental. E a gente está fazendo isso hoje aqui. Nós, mulheres, precisamos seguir vivas e saudáveis. Nós precisamos e queremos ter uma vida tranquila, confortável, criar nossos filhos sem ter o medo batendo na nossa porta ou entrando pela porta.”
Embora o teleatendimento represente um avanço importante, ele não substitui os serviços de emergência. Em casos de risco imediato ou violência, a recomendação é buscar ajuda pelos canais oficiais e serviços de proteção locais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



