Apneia do sono: sinais que afetam a saúde dos homens

Ronco, cansaço e sonolência podem indicar pausas na respiração e estar relacionados à queda de testosterona e a riscos metabólicos.

Dormir por muitas horas não garante um descanso de qualidade. Ronco persistente, cansaço ao acordar e sonolência durante o dia podem ser sinais de apneia do sono, uma condição marcada por interrupções da respiração durante a noite. Além de comprometer a disposição, o problema pode afetar a concentração, a memória e a produção hormonal masculina.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos durmam pelo menos sete horas por noite, regularmente. Ainda assim, a quantidade de horas é apenas uma parte da equação: o sono precisa ser contínuo e reparador para que o organismo consiga se recuperar.

Como a apneia interfere no descanso

Na apneia, as pausas respiratórias provocam microdespertares que muitas vezes não são percebidos pela pessoa. O resultado é um sono fragmentado, com menor recuperação física e mental, mesmo quando o tempo total na cama parece suficiente.

Entre os sinais que merecem atenção estão:

  • ronco alto e frequente;
  • pausas na respiração durante o sono;
  • sonolência excessiva ao longo do dia;
  • dores de cabeça ao acordar;
  • irritabilidade e dificuldade de concentração;
  • ganho de peso e pressão alta.

A ansiedade também pode prejudicar o sono ao dificultar o relaxamento, o adormecimento e a manutenção do descanso durante a noite. Por isso, a avaliação médica é importante para diferenciar as possíveis causas dos sintomas.

Sono ruim e testosterona: qual é a relação?

A fragmentação do sono está associada à redução dos níveis de testosterona, mas essa relação não deve ser interpretada como causa única e direta. Obesidade, idade, síndrome metabólica, alterações no colesterol e pressão arterial também podem influenciar a produção hormonal.

Estresse crônico, diabetes e uso de opioides, corticoides e esteroides anabolizantes são outros fatores que podem afetar a testosterona. Por isso, alterações na disposição ou nos exames hormonais precisam ser investigadas de forma individualizada, sem atribuir tudo automaticamente à apneia.

Quando procurar avaliação

A apneia não tratada pode elevar o risco cardiovascular e de resistência à insulina. A sonolência também aumenta o risco de acidentes, enquanto a falta de descanso pode prejudicar memória, atenção e desempenho nas atividades diárias.

A investigação deve ser orientada por um especialista. Entre as possibilidades está o exame digital do sono Biologix, que utiliza um sensor no dedo conectado ao smartphone para acompanhar a saturação de oxigênio, a frequência cardíaca e episódios de apneia. Segundo o material divulgado pelo Sabin, o teste tem acurácia de 90% e foi validado clinicamente no InCor.

O resultado do exame não substitui a consulta: a interpretação médica é necessária para definir a necessidade de avaliações complementares e o tratamento mais adequado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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