Saúde do coração: fatores de risco merecem atenção
Histórico familiar, pressão alta, diabetes e hábitos diários ajudam a definir os cuidados para prevenir doenças cardiovasculares.
Quando o assunto é saúde do coração, não basta olhar para um único hábito ou resultado de exame. O risco cardiovascular é influenciado pela combinação de diferentes fatores, como hipertensão, diabetes, colesterol alterado, tabagismo, sedentarismo, obesidade e distúrbios do sono.
A avaliação também deve considerar o histórico familiar, a idade e o sexo biológico. Embora alguns desses aspectos não possam ser modificados, eles funcionam como sinais de alerta para que outros fatores sejam acompanhados com mais atenção.
O risco pode aumentar quando os fatores se somam
De acordo com o cardiologista e professor da Medicina da Unoeste, Dr. Ricardo Migliorini Mustafá, a intensidade de cada condição também importa. Um diabetes sem controle adequado, por exemplo, pode representar um risco maior do que a mesma doença devidamente acompanhada.
“Os riscos cardiovasculares são múltiplos e diversos, e, se estiverem associados, provocarão aumento maior dos riscos. E não somente a quantidade destes fatores, mas também a intensidade deles isoladamente”, explica o professor de cardiologia.
Por isso, conhecer a própria história de saúde e os casos de doenças na família pode ajudar a orientar o acompanhamento médico. Em algumas situações, esse histórico pode indicar a necessidade de investigar determinadas condições mais cedo.
Não existe uma mudança de hábito igual para todo mundo
A prevenção cardiovascular não deve ser tratada como uma lista fixa de regras. A estratégia precisa levar em conta os fatores presentes na vida de cada pessoa, além das condições já diagnosticadas.
“Não costumo pontuar quais hábitos são mais valorosos, pois a ação multifatorial tem valor muito marcante. Assim, devemos agir sobre todos os fatores que estiverem presentes em cada situação”, afirma Mustafá.
Na prática, isso pode envolver controlar a pressão arterial, o diabetes e as alterações do colesterol, além de combater o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo. O acompanhamento médico ajuda a definir quais mudanças são prioritárias e como incorporá-las à rotina.
Quando a avaliação cardiológica é necessária?
A frequência dos exames e das consultas varia de acordo com cada pessoa. Segundo o especialista, a presença de fatores de risco, doenças genéticas ou histórico familiar pode antecipar a investigação. Para quem não apresenta sintomas, os exames devem seguir as orientações médicas e os critérios de rastreamento indicados para cada caso.
Alguns sinais também não devem ser negligenciados, como dor no peito, falta de ar, alterações da pressão, desmaios, tonturas, taquicardia, bradicardia e inchaço nas pernas. A manifestação pode variar, e nem sempre os sintomas considerados clássicos aparecem.
“É muito importante prestar atenção na própria história da pessoa e da família dela, fazendo avaliação médica periódica e, mesmo na ausência de sintomas clássicos”, orienta o professor. A ideia central é não esperar um problema surgir para começar a cuidar do coração.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



