Alimentos enlatados ganham força em kits de emergência
Com risco de apagões e eventos climáticos extremos, estoque doméstico de enlatados pode ajudar famílias em períodos de instabilidade.
Em meio a chuvas intensas, secas prolongadas e possíveis falhas no fornecimento de energia, manter alguns alimentos enlatados em casa pode ser uma medida simples de preparação. A recomendação foi reforçada pela Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), que destaca a praticidade das latas em situações de emergência.
Segundo a entidade, os alimentos enlatados podem ser armazenados por longos períodos sem refrigeração. As embalagens também são resistentes a impactos e variações de temperatura, além de serem 100% recicláveis. Na prática, isso facilita tanto a organização da despensa quanto o transporte dos itens em caso de necessidade.
Por que montar um estoque doméstico?
O fenômeno El Niño tem sido associado a alterações climáticas no Brasil, incluindo chuvas intensas no Sul e períodos de seca no Norte e Nordeste. Esse cenário pode aumentar os desafios para o fornecimento de energia e para a logística de abastecimento, de acordo com as informações citadas no material da Abeaço.
Um estoque básico não precisa ser grande nem ocupar muito espaço. A ideia é reunir alimentos que tenham boa durabilidade, sejam fáceis de preparar e atendam a diferentes necessidades da família. Entre as opções indicadas estão:
- atum e sardinha;
- feijão e lentilha;
- milho e ervilha;
- sopas prontas e molho de tomate;
- frutas em calda.
Como organizar os alimentos enlatados
Para manter o estoque em boas condições, a orientação é guardar as latas em um local seco e arejado. Também vale organizar os produtos por data de validade, deixando os itens mais antigos à frente. Assim, eles entram primeiro na rotina de consumo e o estoque pode ser reposto de maneira gradual.
A recomendação é evitar compras exageradas e priorizar alimentos que façam parte da alimentação da casa. Além de reduzir desperdícios, essa estratégia torna a preparação mais realista para o dia a dia.
O que deve entrar em um kit de emergência?
O material cita a orientação da União Europeia para que cada família tenha um kit capaz de sustentar seus integrantes por pelo menos 72 horas. Além de água potável e alimentos não perecíveis, a lista inclui medicamentos básicos, rádio portátil, lanternas, baterias extras, documentos e dinheiro em espécie.
“Diante dos riscos climáticos associados ao El Niño e da possibilidade de falhas de energia, a Abeaço recomenda que famílias brasileiras mantenham um estoque estratégico de enlatados”, afirma Thais Fagury, presidente executiva da Abeaço. A sugestão é tratar o estoque como parte de um planejamento doméstico, sem substituir cuidados oficiais ou orientações das autoridades em situações de emergência.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



