Restrições alimentares ganham espaço no debate nacional em Brasília

Evento em 2 de setembro reunirá diversos setores para discutir políticas públicas inclusivas

Viver com alergias ou outras restrições alimentares envolve desafios que vão além da escolha do que comer, incluindo questões relacionadas à escola, restaurantes, rotulagem de alimentos e acesso a tratamentos adequados. Para discutir esses temas, a Associação REABRA – Restrições Alimentares Brasil, com o apoio do Movimento Nutrindo Vidas e da GS1 Brasil, realizará um encontro nacional em Brasília no dia 2 de setembro de 2026.

O evento reunirá representantes do poder público, especialistas, profissionais de saúde, setor produtivo e sociedade civil, com o objetivo de transformar experiências e evidências em políticas públicas que promovam a segurança e a inclusão alimentar no país.

Foco na APLV e outras restrições

Entre os assuntos em pauta estará a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), que envolve desafios no diagnóstico, tratamento e acesso a fórmulas infantis especiais. Além disso, o encontro abordará questões comuns a diferentes tipos de restrições alimentares.

Segundo a programação divulgada pela REABRA, serão discutidos temas que já estão em debate no Congresso Nacional e em órgãos públicos, como:

  • acesso a fórmulas infantis especiais para crianças com APLV;
  • rotulagem de alergênicos;
  • segurança alimentar nas escolas;
  • acesso à adrenalina para tratamento da anafilaxia;
  • aprimoramento das políticas de saúde, cuidado e inclusão.

O encontro busca conectar as necessidades das famílias que convivem com restrições alimentares ao conhecimento científico, à regulamentação e às práticas do setor produtivo, promovendo um diálogo entre os diversos atores envolvidos na formulação e implementação de políticas públicas.

Experiências locais inspiram avanços nacionais

Em maio de 2026, durante a Semana Municipal de Conscientização sobre Alergias Alimentares, a REABRA realizou ações em Araraquara (SP) e Varginha (MG), mobilizando escolas, estabelecimentos de alimentação e profissionais de diferentes áreas.

Essas iniciativas alcançaram 815 alunos, envolveram seis escolas, engajaram 32 bares e restaurantes e capacitaram 116 colaboradores, demonstrando o potencial de ações coordenadas para promover conscientização, educação e capacitação.

Para a REABRA, esses resultados reforçam a possibilidade de replicar esse modelo em outras cidades e regiões, contribuindo para avanços em âmbito nacional.

“As pessoas com restrições alimentares e suas famílias ainda enfrentam desafios todos os dias, seja na escola, nos restaurantes, no acesso à informação ou aos cuidados de saúde”, afirma Maira Figueiredo, presidente da Associação REABRA. Ela destaca que o objetivo é aproximar diferentes setores para transformar experiências em soluções estruturadas e políticas públicas que garantam segurança e inclusão em todo o Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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