Cuidados paliativos: por que controlar a dor importa

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos destaca o controle da dor e a importância de ampliar o acesso ao cuidado desde o diagnóstico

Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de uma doença grave, a dor não deveria ser tratada como uma consequência inevitável. Esse é o alerta central do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado em 10 de outubro, que neste ano reforça a necessidade de ampliar o acesso ao controle adequado dos sintomas e a uma assistência que preserve dignidade e qualidade de vida.

A mobilização internacional é organizada pela Worldwide Hospice and Palliative Care Alliance (WHPCA), com apoio da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), das academias estaduais e da Academia Distrital. A proposta é chamar a atenção de governos, profissionais de saúde e sociedade para o cuidado de pessoas que vivem com doenças graves e de suas famílias.

Cuidados paliativos não são apenas para o fim da vida

Um dos principais pontos da campanha é combater a ideia de que cuidados paliativos só devem começar nos últimos dias ou meses de vida. Eles podem ser oferecidos desde o diagnóstico de uma doença grave, de forma integrada ao tratamento, para aliviar sofrimento e ajudar o paciente a manter a melhor qualidade de vida possível.

Segundo dados da Comissão Lancet de Cuidados Paliativos e Alívio da Dor, mais de 73 milhões de pessoas precisam desse tipo de assistência todos os anos. Desse total, 67% são adultos com mais de 50 anos e pelo menos 14% são crianças. A maior parte, porém, não está necessariamente no último ano de vida.

Alívio da dor também significa autonomia

Para o presidente da ANCP e especialista em dor, Dr. João Batista Garcia, o controle desse sintoma deve ser uma prioridade assistencial.

“A dor não pode ser encarada como uma consequência inevitável de uma doença grave. O cuidado paliativo busca justamente reconhecer e tratar o sofrimento de forma integral, e o controle da dor é uma das dimensões mais importantes desse cuidado. Aliviar a dor significa preservar autonomia, dignidade e qualidade de vida, permitindo que o paciente participe das decisões sobre seu próprio tratamento”, afirma o médico.

Na prática, a abordagem considera diferentes dimensões da experiência do paciente: físicas, emocionais, sociais e espirituais. Também envolve os familiares, que podem precisar de orientação e apoio ao longo da trajetória da doença.

O desafio de ampliar o acesso

A Assembleia Mundial da Saúde aprovou uma resolução que orienta os países a fortalecer os cuidados paliativos como parte do cuidado integral ao longo da vida. O modelo da Organização Mundial da Saúde inclui políticas públicas, formação de profissionais, disponibilidade de medicamentos, participação comunitária, pesquisa e implementação de serviços.

Ainda assim, a assistência não chega à maioria das pessoas que precisa dela, especialmente em países de baixa e média renda. No Brasil, ações e eventos promovidos por academias estaduais e pela Academia Distrital buscam ampliar a conscientização e fortalecer o debate sobre políticas e práticas de cuidado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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