Como hospitais podem evitar compras emergenciais de insumos

Planejamento baseado em dados e inteligência artificial pode ajudar hospitais a antecipar demandas e reduzir custos, retrabalho e riscos operacionais.

Quando um hospital precisa comprar um insumo às pressas, a urgência pode ser apenas a parte mais visível de um problema que começou muito antes. A falta de planejamento para antecipar a demanda tem efeitos que vão além do preço pago pelo produto: envolve retrabalho, perda de poder de negociação, mobilização de diferentes áreas e possíveis impactos na continuidade da assistência.

A avaliação é de Glaucio Dias, cofundador da GTPLAN, em artigo sobre o uso de dados e inteligência na gestão de suprimentos hospitalares. Para o especialista, reduzir compras emergenciais não deve ser visto apenas como uma tarefa do setor responsável pelos materiais, mas como um sinal da maturidade do planejamento da instituição.

Por que o histórico de consumo já não basta

Durante muito tempo, o planejamento foi baseado principalmente em médias de consumo, históricos de compras e padrões anteriores. Essas informações continuam importantes, mas podem não acompanhar uma operação sujeita a mudanças rápidas.

O perfil dos pacientes, a ocupação do hospital, a programação cirúrgica, a sazonalidade, os surtos e alterações repentinas na demanda são fatores capazes de modificar a necessidade de determinados materiais. Olhar somente para o que já aconteceu, portanto, deixa menos espaço para agir antes que a urgência apareça.

Como os dados podem apoiar decisões

A inteligência aplicada aos dados pode ajudar a identificar padrões, projetar cenários e sinalizar desvios com antecedência. A proposta não é substituir a experiência dos profissionais que conhecem a rotina hospitalar, mas ampliar a capacidade de análise e tornar as decisões mais consistentes.

O artigo também cita uma cultura AI First, na qual a inteligência artificial participa desde a evolução das plataformas de gestão. Entre as possibilidades estão a automação de tarefas repetitivas, o aprimoramento da experiência dos usuários e o aumento da capacidade analítica dos sistemas.

Na saúde, porém, a adoção de tecnologia exige cuidados. Dados confiáveis, processos estruturados, governança e profissionais preparados são condições importantes para que as ferramentas apoiem a operação de forma adequada. Nenhum sistema elimina completamente eventos imprevistos, mas pode ajudar a separar o que é realmente inesperado daquilo que poderia ter sido antecipado.

Menos improviso na rotina hospitalar

O desafio, segundo a análise, é mudar o papel da tecnologia: em vez de apenas acelerar a resposta quando o problema surge, usar informações para reconhecer sinais de uma possível ruptura. Com isso, hospitais podem reduzir a dependência de decisões tomadas sob pressão e construir uma operação mais previsível.

Glaucio Dias é formado em Ciências da Computação pela Universidade Estadual de Santa Catarina, tem mestrado em Pesquisa Operacional pela Universidade Federal do Paraná e doutorado em Logística, Materiais e Gestão da Cadeia de Suprimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina. O executivo atua há mais de 15 anos no mercado e possui certificações APICS CPIM e CSCP.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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