Caraça: lago histórico e cachoeiras na Serra do Espinhaço
Santuário mineiro reúne antiga usina hidrelétrica, trilhas, piscinas naturais e paisagens para quem busca história e contato com a natureza.
Entre montanhas, trilhas e águas cristalinas, o Santuário do Caraça, em Minas Gerais, guarda uma história que poucas pessoas conhecem: o Tanque Grande foi criado a partir da barragem responsável pela segunda usina hidrelétrica do estado. Construída em 1893, essa estrutura levou luz elétrica ao antigo Colégio do Caraça ainda no século XIX.
Localizado a cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte, o santuário combina patrimônio histórico e natureza em um roteiro que agrada tanto quem gosta de contemplar paisagens quanto quem procura cachoeiras e piscinas naturais.
Um lago que iluminou o Colégio do Caraça
No final do século XIX, os padres lazaristas represaram as águas do Tanque Grande. Durante o dia, elas movimentavam o Engenho de Serra; à noite, acionavam um dínamo que iluminava o colégio. A usina funcionou até 1959 e foi a segunda do estado, atrás apenas da Usina de Marmelos, em Juiz de Fora, inaugurada em 1889.
Hoje, o lago tem cerca de 400 metros de comprimento por 100 metros de largura e é acessado por uma trilha plana de aproximadamente 1,5 quilômetro. O caminho passa por um trecho de Mata Atlântica com presença de pássaros e conduz a uma paisagem voltada à contemplação. O banho não é permitido no Tanque Grande.
“O Tanque Grande é um dos maiores tesouros do Caraça. Pouca gente imagina que aquele lago sereno foi, há mais de 130 anos, o coração de um projeto pioneiro que levou luz elétrica ao Colégio. Hoje, ele convida o visitante a contemplar história e natureza em uma paisagem única”, afirma o padre Adalberto Costa, diretor administrativo do Santuário do Caraça.
Cachoeiras e piscinas naturais para se refrescar
Para quem deseja entrar na água, o complexo oferece opções com diferentes níveis de caminhada:
- Cascatinha: a cerca de 2 quilômetros do Centro Histórico, reúne quedas d’água e piscinas naturais.
- Banho do Belchior: com caminho plano, corredeiras e várias piscinas naturais.
- Tabuões: a aproximadamente 4 quilômetros, combina piscina natural, corredeiras e uma pequena praia fluvial.
- Cascatona: exige uma trilha de cerca de 6 quilômetros pela Mata Atlântica e termina em poços ao pé de uma grande queda.
- Piscina do Caraça: com água corrente, é um dos poucos atrativos acessíveis de carro.
A Bocaina também reúne quedas d’água, piscinas naturais e córregos, mas a visitação é limitada e exige acompanhamento de guia ou condutor cadastrado.
Patrimônio mineiro cercado de biodiversidade
A história do local começou em 1774, com a construção de uma ermida dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Posteriormente, o espaço se tornou o Colégio do Caraça, onde estudou o ex-presidente Afonso Pena, matriculado em 1859.
O complexo é tombado como patrimônio histórico e artístico nacional e estadual e reúne igreja neogótica, antigo colégio, museu, biblioteca e hospedagens. Sua reserva está na transição entre Mata Atlântica e Cerrado e abriga 386 espécies de aves, 76 de mamíferos, 42 de répteis e 12 de peixes.
Como chegar ao Santuário do Caraça
Para quem vai de carro desde Belo Horizonte, o trajeto passa pela BR-381, pela MG-436 e pelos últimos 9 quilômetros da Estrada do Caraça, em uma subida sinuosa entre paisagens de serra.
O percurso de cerca de 120 km leva aproximadamente 2 horas, revelando paisagens imponentes da Serra do Espinhaço.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



