Alimentação equilibrada pode reduzir risco de câncer

No Dia do Nutricionista, entenda por que o padrão alimentar importa mais do que os chamados alimentos anticâncer.

Não existe um alimento isolado capaz de impedir o surgimento do câncer. Ainda assim, a alimentação equilibrada faz parte de um conjunto de hábitos que pode ajudar a reduzir o risco da doença ao longo da vida. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 30% e 50% dos casos de câncer poderiam ser evitados com escolhas saudáveis.

A prevenção, porém, não depende de um ingrediente milagroso. Ela envolve manter uma dieta variada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso corporal e evitar o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.

O que colocar no prato com mais frequência

De acordo com Ana Claudia Gomez de Araújo, nutricionista oncológica da Croma Oncologia, o principal ponto é observar o padrão alimentar mantido ao longo do tempo. “Nenhum alimento isolado é capaz de prevenir o câncer. O benefício está em uma alimentação equilibrada, com maior presença de alimentos in natura ou minimamente processados e escolhas que sejam sustentáveis para a rotina de cada pessoa”, explica.

Entre os alimentos que podem fazer parte dessa rotina estão frutas, verduras, legumes, feijões, grãos integrais, castanhas, azeite de oliva e peixes. Eles fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos importantes para o funcionamento do organismo.

As fibras, por exemplo, contribuem para a saúde intestinal e o equilíbrio da microbiota. Outros nutrientes participam de processos relacionados à proteção das células e ao controle da inflamação. O benefício está na combinação e na regularidade, não na promessa de um único alimento.

Excesso de peso, álcool e cigarro exigem atenção

O excesso de gordura corporal também merece cuidado. A obesidade está relacionada a pelo menos 13 tipos de câncer, incluindo os de mama na pós-menopausa, colorretal, endométrio, fígado, rim e pâncreas.

O álcool está associado a sete tipos da doença, segundo a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC). Já o tabagismo se relaciona a pelo menos 20 tipos de câncer. As carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon, presunto e salame, foram classificadas pela instituição como carcinogênicas para humanos, principalmente pela associação com o câncer colorretal.

Alimentos anticâncer e dietas restritivas: atenção aos mitos

Cúrcuma, gengibre, alho, chá verde, frutas vermelhas e brócolis têm compostos benéficos, mas não há evidências de que qualquer um deles, consumido isoladamente, evite o câncer. “Esses alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas o efeito positivo vem do conjunto das escolhas alimentares e não de um único ingrediente”, afirma Ana Claudia.

Também não há comprovação de que eliminar completamente açúcar ou carboidratos, ou seguir dietas cetogênica e alcalina, impeça o desenvolvimento ou a evolução da doença. Sem orientação profissional, essas estratégias podem favorecer deficiências nutricionais e perda de massa muscular, especialmente durante o tratamento oncológico.

Em caso de diagnóstico de câncer ou de outras doenças, o acompanhamento com profissionais de saúde é essencial. A nutricionista conclui: “A nutrição tem um papel importante tanto na promoção da saúde quanto no cuidado durante o tratamento, sempre considerando as características e necessidades de cada pessoa”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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