Trombose na gravidez: sinais de alerta para mãe e bebê
Entenda por que a gestação e o pós-parto elevam o risco de trombose e quais sintomas exigem avaliação médica imediata.
A trombose pode se desenvolver silenciosamente durante a gravidez, mas alguns sinais indicam quando é necessário buscar avaliação médica. Segundo o Hospital e Maternidade Santa Joana, mulheres grávidas têm até seis vezes mais risco de desenvolver trombose em comparação com mulheres da mesma faixa etária. No pós-parto, esse risco pode aumentar para até 15 vezes, especialmente nas primeiras seis semanas após o nascimento do bebê.
Esses riscos estão relacionados a mudanças naturais no organismo durante a gestação. O sangue torna-se mais propenso à coagulação para evitar hemorragias no parto. Além disso, o útero pode comprimir veias, enquanto alterações hormonais e períodos prolongados de imobilidade também favorecem a formação de coágulos.
Quais são os sinais de alerta?
A forma mais comum da trombose na gravidez é a trombose venosa profunda (TVP), geralmente localizada em uma das pernas. Embora inchaço e desconfortos sejam comuns na gestação, atenção especial deve ser dada quando os sintomas aparecem de forma assimétrica.
- Inchaço em apenas uma perna;
- Dor ou sensação de peso localizada;
- Aumento da temperatura, vermelhidão ou calor na região afetada;
- Falta de ar súbita, dor intensa no peito, tosse com sangue ou desmaio.
Os últimos sintomas podem indicar embolia pulmonar, uma complicação grave que ocorre quando o coágulo migra para os pulmões, exigindo atendimento de urgência.
Quem precisa de acompanhamento mais próximo?
Fatores que aumentam o risco incluem histórico pessoal ou familiar de trombose, trombofilias hereditárias ou adquiridas, obesidade, idade materna acima de 35 anos, gestação múltipla, hipertensão, pré-eclâmpsia, tabagismo, fertilização in vitro, doenças autoimunes, câncer, cesariana e períodos prolongados de repouso.
“Por isso, a avaliação individualizada durante o pré-natal é fundamental para identificar pacientes que necessitam de acompanhamento mais próximo ou de medidas preventivas específicas”, explica Dr. Eduardo Cordioli, diretor técnico do Hospital e Maternidade Santa Joana.
As diretrizes brasileiras recomendam avaliação de risco no início do pré-natal, com reavaliações durante a gestação e no pós-parto. O diagnóstico é realizado principalmente por avaliação clínica e ultrassom Doppler venoso, exame seguro durante toda a gravidez.
Prevenção depende de orientação médica
Medidas simples ajudam na prevenção, como manter boa hidratação, evitar longos períodos na mesma posição e caminhar conforme orientação médica. Controle do ganho de peso e uso de meias de compressão também podem ser indicados. Para gestantes de alto risco, a tromboprofilaxia medicamentosa pode ser necessária, sempre sob supervisão médica.
Quando diagnosticada precocemente, a trombose tem tratamento eficaz. “Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, melhores são os desfechos para mãe e bebê”, afirma o especialista. Por isso, qualquer sintoma diferente — especialmente inchaço unilateral ou falta de ar repentina — não deve ser ignorado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



