Mulheres ganham destaque na pilotagem da Shell Eco-marathon Brasil 2026

Pilotas equilibram velocidade, consumo e precisão para levar equipes universitárias mais longe

Na Shell Eco-marathon Brasil 2026, acelerar demais pode ser um obstáculo para o sucesso. A competição desafia estudantes universitários a percorrer a maior distância possível utilizando a menor quantidade de energia, e as mulheres têm ganhado destaque na pilotagem dos veículos.

Mais da metade das 46 equipes participantes conta com uma mulher no volante. O evento, realizado entre 25 e 27 de agosto no Rio de Janeiro, reúne mais de 500 universitários do Brasil, México, Colômbia e Peru, competindo nas categorias Combustão Interna, Bateria Elétrica e Hidrogênio.

O desafio da pilotagem eficiente

O objetivo da prova não é ser o primeiro a cruzar a linha de chegada, mas encontrar o ritmo mais eficiente para cada veículo. As tentativas devem ser concluídas dentro do tempo estipulado, exigindo um equilíbrio entre velocidade e consumo de energia.

Isso implica decidir quando acelerar, reduzir o ritmo, desacelerar antes das curvas ou deixar o veículo aproveitar seu próprio movimento. Segundo Norman Koch, gerente-geral global da Shell Eco-marathon, metade do sucesso da prova depende do piloto.

“Muita coisa depende de a pessoa dentro do carro fazer a prova perfeita, não encontrar tráfego e não cometer erros. Sabemos que todo o trabalho da equipe depende daqueles 25 minutos de condução. O piloto pode comprometer ou contribuir com o resultado”, afirma.

Precisão e estratégia em cada curva

Fernanda Lauro, pilota da EcoVeículo, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), explica que a estratégia começa antes das curvas. Sempre que possível, ela reduz a velocidade com antecedência para evitar o uso constante do freio.

“Para fazer uma curva, é melhor desacelerar do que frear, porque frear perde eficiência. Então, não posso ficar freando o tempo todo, uso esse recurso somente quando necessário”, destaca.

A equipe utiliza referências próprias para orientar o quanto o sistema deve ser exigido durante cada tentativa. Para o veículo da EcoVeículo, uma velocidade próxima dos 20 km/h costuma ser eficiente, mas o ritmo também precisa considerar o tempo disponível na prova.

Mulheres além do volante

Na Rhino Eco Racing, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Volta Redonda, 32 dos 52 integrantes são mulheres. Nycolle Araújo, pilota da equipe, ressalta que movimentos suaves são essenciais para manter o controle e ajustar a estratégia volta após volta.

“Todo movimento tem que ser suave. É preciso dosar tudo, pois é isso que vai fazer a diferença”, comenta. Para Norman Koch, a escolha das pilotas também envolve a capacidade de manter a calma sob pressão e evitar disputas desnecessárias na pista.

Com veículos divididos entre protótipo e conceito urbano, a Shell Eco-marathon combina engenharia, condução e trabalho coletivo. A equipe vencedora é aquela que alcança a maior distância com a menor quantidade de energia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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