Hotelaria paulista recua em ocupação durante a Copa do Mundo

Pesquisa da ABIH-SP mostra queda na ocupação em julho, mas alta na diária média e no RevPAR em destinos de lazer no estado.

A hotelaria paulista registrou uma leve retração na taxa de ocupação em julho de 2026, mês marcado pela predominância da demanda de lazer em destinos de inverno e pelos 20 dias finais da Copa do Mundo. De acordo com a 73ª edição da pesquisa de desempenho da ABIH-SP, a demanda corporativa sofreu queda, enquanto regiões de serra, montanha e interior apresentaram os melhores resultados.

Para os viajantes, isso significa que as regiões voltadas ao lazer tiveram desempenho mais favorável, embora o litoral tenha mantido uma demanda média devido ao clima frio. A pesquisa indica que agosto deve trazer uma retomada mais forte do turismo corporativo, acompanhada pela volta de grandes eventos, mesmo com possível arrefecimento do lazer.

Taxa de ocupação recua, mas diária média e RevPAR avançam

A taxa de ocupação (TO) apresentou uma recuperação de 3,21% em relação a junho, porém recuou 2,07% na comparação com julho de 2025, configurando o segundo mês consecutivo de queda nesse indicador. Em contrapartida, a diária média (DM) aumentou 2,80% frente a junho e 7,59% na comparação anual. O RevPAR, que relaciona receita e unidades disponíveis, subiu 6,10% em relação a junho e 5,36% em relação a julho de 2025.

Das 13 regiões turísticas (MRTs) que responderam à pesquisa, nove registraram alta na taxa de ocupação. Os destaques positivos foram Terra do Sol, Circuito das Águas e Estâncias, Vale do Paraíba – Serras, além dos Litorais Norte e Paulista. As quatro regiões com queda apresentaram variações pequenas e próximas aos resultados de junho.

Serra e interior se destacam no mês de férias

O período de férias escolares e o feriado de 9 de julho contribuíram para o bom desempenho das regiões com apelo para o lazer. Circuito das Águas e Vale do Paraíba – Serra foram destaques positivos na diária média, enquanto o RevPAR teve bons resultados no Vale do Rio Grande, Vale do Paraíba – Serras e nos litorais.

Para os destinos de praia, o momento é menos favorável, pois o litoral entrou na baixa temporada devido ao clima frio. Já as regiões de montanha e interior mantêm uma demanda média associada às temperaturas da estação.

Pesquisa com 147 propriedades e atualização da base de dados

O levantamento contou com respostas de 147 propriedades, abrangendo 442 municípios e 195.027 unidades habitacionais na amostra. Treze MRTs participaram da edição de julho; Planalto Paulista e Noroeste Paulista não responderam novamente.

A ABIH-SP destaca que a base de dados foi atualizada no primeiro semestre de 2026, com ajustes na quantidade de hotéis, resorts, pousadas e unidades habitacionais por município e região. Essa atualização não representa um recenseamento definitivo e pode sofrer correções, não substituindo informações oficiais.

Além dos indicadores de hospedagem, a pesquisa apontou estabilidade relativa na relação entre funcionários e unidades habitacionais, com índice de 0,56 em julho, levemente abaixo da média histórica. A relação entre despesas e receita ficou em 66,56% na média acumulada do ano até julho, conforme dados declarados pelos hotéis.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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