Futebol após os 60: benefícios e cuidados essenciais
Praticar futebol na terceira idade melhora força, equilíbrio e socialização, mas requer avaliação médica e atenção ao ritmo
O futebol permanece uma paixão nacional, inclusive para aqueles com mais de 60 anos, que encontram no esporte uma forma de manter a saúde e o bem-estar. No entanto, devido à intensidade da atividade, que envolve corrida, mudanças rápidas de direção e contato físico, é fundamental adotar cuidados específicos para evitar lesões e complicações.
Andressa Dias, geriatra e professora de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, destaca que o futebol pode trazer benefícios significativos para os idosos, desde que praticado com atenção às condições individuais. “Para os idosos, jogar de uma a duas horas traz muitos benefícios. A atividade melhora a saúde do coração, ajuda no controle de peso e também na prevenção do diabetes e da sarcopenia”, explica.
Benefícios do futebol na terceira idade
Além de fortalecer a musculatura, especialmente das pernas, o futebol estimula o equilíbrio e a coordenação motora, elementos essenciais para prevenir quedas, um problema comum na terceira idade. A prática também favorece a saúde mental, promovendo socialização e sensação de pertencimento ao grupo.
O preparo físico regular contribui para que o idoso esteja mais apto a lidar com eventuais traumas ou lesões, diferentemente daqueles que são sedentários e podem estar mais vulneráveis a acidentes domésticos.
Lesões e riscos mais comuns
Entre as lesões mais frequentes estão as rupturas de ligamentos nos joelhos, entorses nos tornozelos e hematomas, especialmente em pessoas que utilizam anticoagulantes. O futebol, por ser um esporte de contato, também pode ocasionar quedas e traumas na cabeça e face.
Por isso, a avaliação médica prévia é fundamental para identificar condições como doença arterial coronariana, que pode representar risco durante a prática esportiva.
Cuidados antes e durante o jogo
- Realizar avaliação médica para verificar a saúde do coração, pressão arterial e glicemia;
- Manter boa hidratação e usar chuteiras adequadas;
- Fazer aquecimento antes da partida;
- Jogar em ritmo confortável, respeitando os limites pessoais;
- Interromper o jogo imediatamente se sentir dor no peito, falta de ar ou tontura;
- Evitar cabeceios para prevenir pequenos traumas neurológicos a longo prazo.
Duração e frequência recomendadas
Estudos indicam que partidas de 40 a 60 minutos, duas vezes por semana, são ideais para alcançar a meta de 150 minutos semanais de atividade física recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Para quem está sedentário, o ideal é começar com períodos menores e aumentar gradualmente, complementando com caminhadas ou musculação nos demais dias.
Uma pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) revelou que cerca de 65% dos jogadores amadores já sofreram alguma lesão, e 46% não realizavam treinamentos estruturados, reforçando a importância do preparo e dos cuidados na prática esportiva em qualquer idade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



